Forças japonesas testam míssil antinavio em manobra conjunta com Filipinas e aliadosPor Jeronimo Santos
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As Forças de Autodefesa do Japão dispararam um míssil Tipo 88 durante exercício marítimo conjunto com Estados Unidos, Austrália e Filipinas. O projétil atingiu um navio desativado da Marinha filipina. A ação ocorreu na quarta-feira, 6 de maio, em águas voltadas para o Mar da China Meridional.
O alvo era o BRP Quezon, corveta aposentada. Dois disparos foram feitos a partir de Paoay, na província de Ilocos Norte. Os mísseis alcançaram o casco em cerca de seis minutos. A distância era de aproximadamente 75 quilômetros da costa.
Mísseis partiram de posição costeira no norte filipino
O lançamento aconteceu durante a fase de ataque marítimo do Balikatan 2026. Tropas japonesas operaram o sistema Tipo 88 pela primeira vez em solo filipino e fora do Japão. O ministro da Defesa japonês, Shinjiro Koizumi, acompanhou a ação no local junto com o secretário de Defesa filipino, Gilberto Teodoro. O presidente Ferdinand Marcos Jr. assistiu por transmissão ao vivo de Manila.

O sistema Tipo 88 foi projetado para defesa costeira e dissuasão de ameaças marítimas. Dois projéteis foram lançados. O primeiro acertou o alvo. A embarcação afundou após os impactos. Não houve registro de feridos.
- O exercício integrou mais de 17 mil soldados no total.
- Cerca de 1.400 militares japoneses participaram.
- Dez mil soldados americanos estiveram envolvidos.
- Canadá, França e Nova Zelândia atuaram como observadores ativos.
- Manila e Tóquio iniciaram conversas sobre transferência de equipamentos de defesa.
Parceria Japão-Filipinas avança em transferência de material bélico
O disparo ocorreu no mesmo momento em que Manila e Tóquio discutem entrega antecipada de destróieres da classe Abukuma e aeronaves TC-90. O Japão relaxou restrições a exportações militares. Koizumi mencionou o tema em conversas bilaterais. Teodoro destacou a importância da interoperabilidade entre as forças.
O Balikatan é o maior exercício anual entre Filipinas e Estados Unidos. Este ano marcou a participação mais ampla do Japão como parceiro ativo. Ações semelhantes com mísseis NMESIS já tinham sido realizadas dias antes em Batanes, perto de Taiwan.
China reage e classifica ação como remilitarização
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, criticou o movimento. Ele disse que o Japão enviou forças ao exterior para lançar mísseis ofensivos sob pretexto de cooperação em segurança. Pequim costuma condenar exercícios conjuntos na região. Afirmou que a ação acelera tensões.
O exercício demonstrou operações coordenadas de ataque marítimo. Autoridades filipinas destacaram o ganho em capacidade operacional. Teodoro declarou que o treino tende a crescer em escopo com mais parceiros.
Navio-alvo tinha história ligada à Segunda Guerra
O BRP Quezon era uma antiga corveta da classe Rizal, originalmente um caça-minas americano da era da Segunda Guerra. A embarcação serviu à Marinha filipina até ser desativada. Foi usada como alvo para simular ameaça em cenário de conflito.
O disparo aconteceu em área estratégica voltada para o Mar da China Meridional. A região registra disputas territoriais frequentes. Filipinas e aliados defendem liberdade de navegação.
O Japão ampliou presença em exercícios regionais nos últimos anos. A participação no Balikatan evoluiu de observador para ator principal. Autoridades japonesas citam necessidade de reforçar parcerias diante de cenário de segurança.
Treino reforça rede de alianças no Indo-Pacífico
Mais de 17 mil soldados de vários países participam da edição 2026. O foco inclui operações conjuntas de ataque e defesa marítima. Manila busca fortalecer laços com parceiros para elevar prontidão das Forças Armadas.
O ministro Koizumi e o secretário Teodoro posaram juntos após o evento. Fotos circularam em canais oficiais. A ação foi descrita como demonstração de coordenação aliada.
O Tipo 88 tem alcance operacional em torno de 100 quilômetros. O sistema opera de plataformas terrestres. Sua utilização em solo filipino abre caminho para treinamentos futuros mais complexos.







