Messi recebe U$ 28,3 milhões e supera folha salarial de 28 clubes da MLSPor Thiago Lemos
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A Major League Soccer (MLS) detalhou os vencimentos de todos os atletas da competição e confirmou a abissal diferença financeira de Lionel Messi para os demais competidores. O craque argentino recebe anualmente cerca de 28,3 milhões de dólares, o que equivale a R$ 139 milhões na cotação atual. Este montante isolado supera o investimento total em folhas de pagamento de 28 das 29 equipes que compõem a liga norte-americana.
Os dados foram publicados pela associação de jogadores nesta terça-feira e revelam que apenas o Los Angeles FC possui uma folha salarial superior ao contracheque individual do camisa 10. O time da Califórnia investe 33 milhões de dólares por ano em seu grupo de jogadores. O documento expõe o impacto financeiro sem precedentes da chegada do capitão da seleção argentina aos Estados Unidos.
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— Inter Miami CF (@InterMiamiCF) May 11, 2026
Messi ganha quase o triplo do segundo colocado na liga
O abismo financeiro fica evidente ao comparar os rendimentos de Messi com os de outros astros internacionais que atuam no país. O sul-coreano Son Heung-min, do Los Angeles FC, ocupa a segunda posição no ranking de maiores salários, recebendo 11,2 milhões de dólares anuais. Embora seja um valor elevado para os padrões globais, a quantia representa menos de 40% do que é creditado na conta do argentino.
A lista de maiores rendimentos da MLS em 2026 apresenta nomes conhecidos do cenário europeu e sul-americano. Confira os dez jogadores que lideram a folha de pagamentos da competição:
- Lionel Messi (Inter Miami): U$ 28,3 milhões
- Heung-min Son (LAFC): U$ 11,2 milhões
- Rodrigo De Paul (Inter Miami): U$ 9,7 milhões
- Hirving Lozano (San Diego): U$ 9,3 milhões
- Miguel Almirón (Atlanta United): U$ 7,9 milhões
- Emil Forsberg (RBNY): U$ 6 milhões
- Sam Surridge (Nashville): U$ 5,9 milhões
- Riqui Puig (LA Galaxy): U$ 5,8 milhões
- Jonathan Bamba (Chicago Fire): U$ 5,6 milhões
- Hany Mukhtar (Nashville): U$ 5,4 milhões
Concentração de renda no Inter Miami altera balanço da MLS
O Inter Miami não lidera apenas no salário individual de seu principal jogador, mas também detém a folha salarial mais cara da história da liga. O clube da Flórida gasta anualmente 55 milhões de dólares com seu elenco. Além de Messi, a equipe conta com o volante Rodrigo De Paul, que recebe o terceiro maior salário da liga, totalizando 9,7 milhões de dólares por temporada.
Essa estratégia de contratações de peso permitiu que o clube superasse o Los Angeles FC, que até então ostentava o posto de elenco mais caro. O Atlanta United aparece na terceira posição deste ranking financeiro, com um investimento de 28 milhões de dólares. A discrepância é tamanha que a folha total do Atlanta é inferior ao salário base de Messi no time vizinho.
Os valores divulgados referem-se estritamente aos salários base garantidos pelos contratos assinados com a liga e os clubes. Não estão incluídos nestes cálculos os ganhos com patrocínios pessoais, participações em vendas de camisas ou acordos comerciais paralelos. Em declarações recentes, sócios do Inter Miami indicaram que a receita real de Messi, somando todos os seus empreendimentos em solo americano, pode variar entre 70 e 80 milhões de dólares anuais.
Sustentabilidade econômica e teto salarial em debate
A divulgação desses números reacende discussões sobre as regras de teto salarial da MLS, conhecidas por serem rígidas para a maioria dos atletas. A regra do “Jogador Designado” permite que as equipes contratem até três atletas cujos salários não impactam totalmente o limite imposto pela liga. Messi é o exemplo máximo de como essa flexibilização permite a entrada de talentos geracionais no mercado norte-americano.
O crescimento do investimento é generalizado, mas ainda focado em polos específicos como Miami, Los Angeles e Atlanta. Times como o Vancouver Whitecaps e o San Diego também ultrapassaram a marca dos 24 milhões de dólares anuais em salários. O equilíbrio competitivo, marca histórica da MLS, enfrenta agora o desafio de lidar com superelencos montados em torno de ícones globais que faturam cifras equivalentes a orçamentos de clubes inteiros.
Mesmo com o alto investimento no topo, a base salarial da liga também registrou incremento. O aumento médio nos vencimentos dos jogadores de composição de elenco garante uma evolução estrutural enquanto as estrelas elevam o patamar comercial do torneio. A expectativa da organização é que o retorno em marketing e direitos de transmissão compense a inflação salarial puxada pelo fenômeno argentino.
Folhas salariais mais altas por franquia em 2026
Atrás do topo ocupado pela Flórida e pela Califórnia, o cenário das franquias mostra um grupo intermediário tentando reduzir a distância técnica. O Nashville e o Cincinnati investem cifras idênticas, na casa dos 23 milhões de dólares, mantendo-se competitivos na tabela. O Chicago Fire fecha o top 10 com um gasto anual de 22 milhões de dólares, valor que é 6,3 milhões de dólares menor do que o salário de um único jogador: Lionel Messi.
A competitividade da liga depende dessa distribuição. Enquanto o Inter Miami aposta na concentração de astros, outras franquias optam por diluir seus recursos em elencos mais homogêneos. A divulgação pública destes dados garante transparência e permite que torcedores e analistas compreendam a relação entre investimento financeiro e desempenho dentro das quatro linhas.







