Corinthians exige R$ 128 milhões para vender Yuri Alberto após fala causar mal-estarPor Thiago Lemos
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O atacante Yuri Alberto marcou o gol da classificação do Corinthians para as oitavas de final da Copa do Brasil contra o Barra, mas a entrevista coletiva pós-jogo abriu uma crise interna no Parque São Jorge. O camisa 9 manifestou publicamente a intenção de ser transferido na próxima janela internacional, o que gerou forte insatisfação nos bastidores da diretoria alvinegra. A cúpula de futebol avalia que o posicionamento pressiona o clube e desvaloriza o atleta nas tratativas. O comando do Corinthians definiu que não aceita negociar o centroavante por valores abaixo de 22 milhões de euros, o equivalente a cerca de R$ 128 milhões pela cotação atual.
A declaração inesperada atinge diretamente o planejamento financeiro estipulado pela gestão do presidente Osmar Stabile. Dirigentes entendem que o jogador se colocou de forma precoce no mercado, diminuindo o poder de barganha da instituição com equipes estrangeiras. O empresário André Cury, que gerencia a carreira do profissional, também lida com o desgaste gerado pela entrevista. O agente encontra barreiras no cenário europeu para obter propostas oficiais que alcancem o patamar financeiro exigido pela diretoria corintiana para abrir conversas.

Diretoria mantém exigências financeiras rígidas para liberação de centroavante
O Corinthians detém exatamente 50% dos direitos econômicos de Yuri Alberto e estipulou que só aceita abrir conversas oficiais com base no valor fixado. O clube paulista precisa obrigatoriamente repassar 10% da fatia que possui aos representantes legais do atleta como comissão contratual. O vínculo empregatício atual expira apenas em julho de 2030, oferecendo segurança jurídica para a instituição manter a pedida financeira elevada. O faturamento na temporada regular aponta estatísticas consolidadas sobre a participação do camisa 9 no esquema ofensivo.
As dificuldades para concluir uma eventual venda aumentam devido a fatores burocráticos externos que envolvem o antigo clube do atacante na Rússia.
O modelo de divisão de direitos impõe regras específicas para uma transferência internacional:
- O clube comprador precisa negociar duas frentes paralelas para obter 100% dos direitos;
- O Corinthians exige os 22 milhões de euros sem margem para parcelamentos longos;
- Os representantes do atleta demandam luvas e contratos de longa duração na Europa;
- A janela de transferências nacional funcionará de 20 de julho a 11 de setembro;
- O Zenit bloqueia diálogos facilitados em decorrência de litígios jurídicos recentes.
Litígio entre empresário e clube russo trava negociações na Europa
O Zenit possui a outra metade dos direitos econômicos do atacante e promete adotar uma postura inflexível nas rodadas de negociação. A diretoria da equipe de São Petersburgo planeja retaliar o agente André Cury, que venceu uma ação judicial de cobrança contra os russos. O processo cobrava comissões atrasadas referentes a transações anteriores gerenciadas pelo escritório do empresário brasileiro. Como a agremiação europeia apresenta estabilidade financeira sólida, os dirigentes estrangeiros não têm pressa para fazer caixa com o centroavante.
Essa disputa de bastidores afasta potenciais compradores do futebol internacional por causa do risco de atrasos na documentação da Fifa. Os clubes interessados precisam alcançar consensos simultâneos com as duas diretorias, que atualmente possuem relações rompidas. O processo burocrático tende a ser mais moroso do que o padrão de mercado, emperrando sondagens iniciais.
Estratégia de cidadania europeia mira convocação para futebol italiano
O atleta obteve a cidadania italiana oficial em janeiro, facilitando o registro em equipes da Série A sem ocupar vagas destinadas a estrangeiros. O jogador justificou que conversou previamente com o presidente Osmar Stabile e obteve a promessa de análise caso propostas vantajosas aparecessem na metade do ano corrente. O atacante revelou o desejo de utilizar a transferência para buscar uma vaga na seleção da Itália nas próximas competições mundiais.
A manifestação sobre defender outro país na Copa do Mundo gerou críticas adicionais de conselheiros e torcedores nas redes sociais do clube. O jogador argumenta que o mercado italiano oferece um leque maior de visibilidade tática para suas características de velocidade e finalização. O estafe do jogador busca centralizar as buscas em equipes que disputam competições continentais da UEFA.
Histórico de gols mantém importância técnica no elenco alvinegro
O centroavante acumula números importantes na trajetória pelo Parque São Jorge desde o desembarque em 2022. O atleta soma 82 gols marcados e 22 assistências distribuídas ao longo de 230 partidas oficiais disputadas com a camisa corintiana. Na atual temporada, as planilhas técnicas registram seis gols convertidos e duas assistências em 24 confrontos sob o comando da comissão técnica.
A comissão técnica pretende escalar o jogador normalmente nos próximos compromissos do Campeonato Brasileiro, apesar do desgaste interno evidente. O treinador avalia que o atleta continua focado nas atividades diárias no centro de treinamentos, sem demonstrar desinteresse nas partidas. A diretoria descarta afastar o profissional para evitar uma desvalorização ainda maior do patrimônio técnico do clube.






