Juventude e Fortaleza lideram faturamento da Copa do Brasil com R$ 9,59 milhõesPor Thiago Lemos
4 min de leitura
![]() |
A quinta fase da Copa do Brasil terminou e deixou um cenário financeiro surpreendente no futebol nacional. Dos 126 clubes que iniciaram a caminhada no torneio em fevereiro, somente 16 continuam vivos na busca pela taça. O faturamento acumulado até o momento colocou dois clubes da Série B no topo da lista de arrecadação da temporada.
Juventude e Fortaleza lideram os ganhos com R$ 9,59 milhões garantidos em caixa para cada um. Essa arrecadação supera o montante recebido pelos gigantes da Série A do Campeonato Brasileiro que estrearam apenas na fase recente. Equipes da elite nacional que acabaram eliminadas nesta etapa deixaram a disputa levando somente R$ 2 milhões. O regulamento da Confederação Brasileira de Futebol privilegiou o avanço precoce dos times da segunda divisão de profissionais.

Divisão de cotas valoriza trajetórias longas na competição
O desempenho financeiro superior de gaúchos e cearenses acontece pelo formato de distribuição de cotas adotado pela entidade organizadora. Os dois times iniciaram a participação ainda nas fases iniciais do mata-mata nacional. A presença em campo desde o começo permitiu o acúmulo gradual de valores por metas alcançadas.
Outro fator determinante foi o bônus concedido para agremiações da Série B em fases específicas da competição. Essas equipes receberam cotas maiores na segunda, terceira e quarta etapas quando comparadas aos concorrentes de divisões inferiores. O privilégio financeiro terminou justamente na quinta fase do torneio. A partir deste ponto da tabela, os valores pagos por participação foram unificados para todos os dezesseis concorrentes.
Gigantes do futebol nacional sofrem prejuízo com eliminações precoces
Seis grandes clubes da primeira divisão nacional amargaram prejuízos técnicos e financeiros com quedas inesperadas nesta última semana de futebol. Flamengo, São Paulo, Bahia, Botafogo, Red Bull Bragantino e Coritiba saíram do torneio com a premiação seca de R$ 2 milhões. Os times da Série A entraram direto na quinta fase devido aos critérios de classificação continental.
O São Paulo ampliou uma estatística negativa ao ser desclassificado pelo Juventude no confronto eliminatório direto. A queda provocou a demissão imediata do técnico Roger Machado do comando da equipe paulista. O time paulista se isolou como a associação com mais eliminações na elite do futebol desde 2003. O Flamengo também decepcionou ao ser superado pelo Vitória no jogo que decretou o adeus carioca.
- Atlético-GO: R$ 6,59 milhões
- Ceará: R$ 6,59 milhões
- CRB: R$ 6,59 milhões
- Goiás: R$ 6,59 milhões
- Operário-PR: R$ 6,59 milhões
- Athletic-MG: R$ 6,59 milhões
Os seis times listados acima caíram na quinta etapa do mata-mata, mas garantiram valores expressivos. A quantia final alta reflete a caminhada iniciada por eles em períodos anteriores do torneio de futebol. O faturamento supera os ganhos obtidos pelos eliminados que pertencem à primeira divisão do campeonato brasileiro.
Detalhamento dos valores pagos por fase em todo o campeonato
O planejamento orçamentário da Confederação Brasileira de Futebol estipula premiações fixas para cada degrau escalado na tabela de jogos. Os catorze clubes de pior ranking eliminados na estreia receberam a cota mínima de R$ 400 mil. A variação de cotas por divisão nacional foi aplicada até a quarta etapa da disputa.
A recompensa financeira cresce consideravelmente para quem alcançar as etapas agendadas para o segundo semestre deste ano. Os classificados para as oitavas de final vão disputar uma cota de mais R$ 4 milhões por vaga. As partidas desta fase serão disputadas apenas após o encerramento da Copa do Mundo. O campeão da grande final vai embolsar o prêmio recorde de R$ 78 milhões.
Lista de arrecadação dos classificados e faturamento dos eliminados
Quatorze agremiações que disputam a Série A do Brasileiro e avançaram para as oitavas de final somam R$ 5 milhões. Integram esta lista Atlético-MG, Athletico-PR, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Grêmio, Mirassol, Palmeiras, Remo, Santos, Vasco e Vitória. O grupo faturou menos que a dupla da segunda divisão nacional porque não jogou as eliminatórias iniciais.
A Jacuipense da Bahia se destacou como a única representante da Série D a disputar quatro etapas seguidas. O time baiano foi eliminado pelo Palmeiras na quinta fase e fechou a participação com R$ 4,85 milhões. O Cuiabá arrecadou R$ 1,38 milhão após cair na segunda fase do torneio nacional. Trinta e um clubes das Séries C, D ou sem divisão que entraram na segunda fase levaram R$ 830 mil.







