Geovani Silva ídolo histórico do Vasco morre após parada cardiorrespiratóriaPor Thiago Lemos
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O ex-jogador Geovani Silva morreu aos 62 anos após sofrer uma parada cardíaca na madrugada desta segunda-feira em Vila Velha, no Espírito Santo. O ex-meio-campista passou mal em sua residência e chegou a ser socorrido por familiares, sendo transferido imediatamente para uma unidade hospitalar da região. Profissionais da equipe médica tentaram manobras de reanimação cardiopulmonar, mas o paciente não resistiu ao quadro clínico gravíssimo. O anúncio oficial da morte foi publicado pelos parentes nas plataformas digitais do ex-atleta nas primeiras horas da manhã.
A perda gerou forte comoção entre torcedores e agremiações do futebol nacional. O sepultamento ocorrerá na terça-feira no cemitério Parque da Paz, localizado no município capixaba. O atleta enfrentava um histórico complexo de complicações médicas nos últimos anos, incluindo o diagnóstico de polineuropatia, neoplasia na coluna vertebral e internações sucessivas em unidades de terapia intensiva devido a problemas cardiorrespiratórios severos desde o ano de 2022.
Atleta conquistou cinco campeonatos estaduais pelo clube de São Januário
O meio-campista construiu uma trajetória marcante no Rio de Janeiro durante a década de 1980. Revelado profissionalmente pela Desportiva Ferroviária, o jovem jogador foi transferido para as categorias de base do Vasco da Gama e ascendeu rapidamente aos profissionais. A baixa estatura rendeu o apelido de Pequeno Príncipe nos gramados fluminenses.
Sua precisão cirúrgica em cobranças de falta e penalidades máximas garantiu vitórias expressivas na história do clube carioca. O armador somou 408 partidas oficiais com a camisa cruz-maltina e balançou as redes adversárias em 49 oportunidades. Ele integrou elencos vitoriosos ao lado de grandes nomes como Roberto Dinamite e Romário.
A galeria de troféus em São Januário reúne conquistas importantes:
- Campeonato Carioca de 1982
- Campeonato Carioca de 1987
- Campeonato Carioca de 1988
- Campeonato Carioca de 1992
- Campeonato Carioca de 1993
Meia teve trajetórias vitoriosas na seleção brasileira e no exterior
O rendimento técnico em competições nacionais projetou o nome do meio-campista para os torneios internacionais organizados pela Confederação Brasileira de Futebol. Ele liderou a equipe que conquistou o título do Mundial Sub-20 em 1983, anotando o gol decisivo na partida final diante da Argentina. Cinco anos depois, esteve na Coreia do Sul como capitão da delegação que garantiu a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, atuando em conjunto com atacantes consagrados do cenário mundial.
O auge na equipe principal ocorreu no ano de 1989. O atleta fez parte do grupo que quebrou o jejum de títulos do país ao faturar a Copa América. O sucesso no continente sul-americano chamou a atenção de dirigentes do mercado europeu. O profissional acumulou experiências nos gramados internacionais ao defender o Bologna na Itália e o Karlsruher na Alemanha, além de registrar uma passagem pelo Tigres no México.
Retorno ao futebol capixaba marcou os anos finais de atividade nos gramados
Após as experiências no exterior e as passagens por clubes tradicionais de outras regiões como o Botafogo da Paraíba, o armador optou por encerrar as atividades esportivas no estado natal. O jogador defendeu camisas tradicionais do Espírito Santo na fase final da carreira. Ele acumulou títulos locais expressivos, vencendo o campeonato capixaba com a Desportiva Ferroviária nos anos de 1980 e 2000, além de levantar a taça pelo Serra em 1999.
O encerramento oficial das participações em competições profissionais ocorreu no ano de 2002 com a camisa do Vilavelhense. A agremiação de São Januário utilizou os canais de comunicação oficiais para manifestar condolências públicas aos familiares, destacando que o antigo camisa oito representava um símbolo de genialidade técnica no meio-campo e deixou uma marca profunda em gerações sucessivas de torcedores apaixonados.







