Pentágono dos Estados Unidos divulga segundo lote de arquivos desclassificados sobre óvnis

Bandeira dos EUA

Bandeira dos EUA - stock Images 489/ Shutterstock.com

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos liberou na sexta-feira um segundo lote de documentos previamente classificados sobre supostos avistamentos de óvnis. O material inclui referências a pessoas relatando esferas verdes não explicadas, discos e bolas de fogo. A divulgação ocorreu por ordem do Presidente Donald Trump, que já havia tornado público o primeiro lote em 8 de maio.

A decisão marca mais um episódio de um processo de divulgação que começou no final dos anos 1970, quando sucessivos presidentes americanos abriram relatórios governamentais sobre objetos voadores não identificados. O Secretário de Defesa Pete Hegseth afirmou que os documentos, fotos e vídeos do que oficialmente são conhecidos como “fenômenos anômalos não identificados” alimentaram especulações por muito tempo.

Conteúdo dos arquivos liberados

O Pentágono liberou 222 arquivos na sexta-feira. Um deles contém 116 páginas de documentação relacionada a uma série de avistamentos relatados e investigações em uma instalação altamente secreta em Sandia, Novo México, entre 1948 e 1950. O Departamento de Defesa informou que o arquivo registra 209 avistamentos de “esferas verdes”, “discos” e “bolas de fogo” notificados perto da base militar.

Os documentos agora públicos incluem evidências fotográficas e registros de testemunhas. Uma imagem divulgada mostra um corpo em forma de bola de futebol reportado pelo Comando Indo-Pacífico dos EUA em 2024. O material oferece detalhes anteriormente restritos sobre investigações conduzidas décadas atrás, quando a Guerra Fria ampliava a tensão e o interesse em tecnologias desconhecidas.

Declarações oficiais e contexto

“É hora do povo americano ver por si mesmo”, afirmou Hegseth em comunicado oficial. A frase resume a posição da administração sobre transparência em relação aos fenômenos aéreos não identificados. Especialistas analisaram o primeiro lote divulgado em maio e constataram que continha novos vídeos de avistamentos já conhecidos, porém sem evidência conclusiva de tecnologia alienígena ou vida extraterrestre.

A liberação dos arquivos representa uma continuidade na política de divulgação iniciada há quase 50 anos. Diferentes governos americanos adotaram posturas variadas sobre o tema, alternando períodos de sigilo com momentos de abertura parcial de informações. A atual administração Trump escolheu acelerar este processo, justificando a transparência como direito do cidadão americano.

Fenômenos aéreos e investigações históricas

Os registros de Sandia revelam um padrão de avistamentos concentrados entre 1948 e 1950. A proximidade com a base militar sugeria relevância estratégica aos investigadores da época. As descrições variam entre esferas luminosas, formações discoides e objetos incandescentes, com múltiplos testemunhos documentados.

Experts observam que muitos desses avistamentos históricos ocorreram durante período de desenvolvimento de tecnologias aeronáuticas classificadas pelos próprios EUA. Mísseis experimentais, aviões de reconhecimento e protótipos de alta altitude frequentemente geravam confusão entre observadores civis e militares. Alguns fenômenos permaneceram sem explicação clara até hoje.

Processo de desclassificação

  • 222 arquivos liberados na sexta-feira
  • 116 páginas sobre investigações em Sandia (1948-1950)
  • 209 avistamentos registrados na instalação secreta
  • Primeira divulgação ocorreu em 8 de maio de 2026
  • Processo iniciado na década de 1970

A administração Trump estabeleceu uma agenda clara para revisão de documentos classificados sobre o tema. Agências envolvidas na análise incluem o Departamento de Defesa, a inteligência militar e unidades especializadas em pesquisa de fenômenos aéreos. O cronograma prevê revisões contínuas de arquivos ainda classificados.

Reação da comunidade científica

Cientistas e pesquisadores analisaram os materiais disponibilizados e chegaram a conclusões cautelosas. Nenhuma das evidências apresentadas até o momento oferece prova definitiva de origem extraterrestre para os fenômenos. Explicações alternativas incluem fenômenos atmosféricos desconhecidos, experimentações governamentais classificadas e erros de identificação de objetos terrestres.

Professores de astrofísica e ufologia apontam que a falta de conclusões definitivas é característica esperada desses arquivos. Investigações realizadas décadas atrás enfrentavam limitações tecnológicas significativas. Câmeras, radares e sistemas de rastreamento da época possuíam resolução inferior aos padrões contemporâneos, complicando análises retrospectivas.

Implicações da transparência governamental

A divulgação em massa de documentos sobre fenômenos aéreos não identificados reflete mudança na abordagem governamental americana quanto a temas anteriormente considerados altamente sensíveis. O acesso público a estes arquivos permite que pesquisadores independentes conduzam suas próprias análises. Universidades, institutos de pesquisa privados e investigadores amadores agora podem examinar a mesma documentação que órgãos oficiais analisaram.

A estratégia de transparência também reduz o espaço para especulações infundadas sobre o que o governo “esconde”. Ao disponibilizar documentação original, a administração reivindica controle da narrativa sobre fenômenos aéreos não identificados. Críticos argumentam que alguns arquivos permanecem selados, sugerindo que a desclassificação é parcial. O Departamento de Defesa mantém que certos documentos relacionados a capacidades militares operacionais permanecem protegidos por razões legítimas de segurança nacional.

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