Fórmula 1 não terá modo reta no GP de Mônaco após decisão oficial emitida pela FIA
Os pilotos da Fórmula 1 enfrentarão um desafio inédito na temporada atual durante o próximo fim de semana. A FIA confirmou que o GP de Mônaco não terá a utilização do modo reta nos carros. A decisão excepcional vale para as atividades programadas entre os dias 5 e 7 de junho.
A entidade máxima do automobilismo explicou que a pista urbana não atende aos requisitos de segurança. Para o acionamento do sistema, o traçado precisa apresentar uma reta contínua de no mínimo três segundos. Como o Circuito de Monte Carlo é composto por trechos curtos e sinuosos, nenhum ponto atinge essa marca. A restrição foi informada diretamente pela federação e altera o planejamento estratégico das escuderias para o evento.
Entenda o funcionamento do sistema aerodinâmico
O recurso introduzido pelo regulamento técnico altera de forma direta o comportamento dos componentes dianteiros e traseiros. Ao acionar um comando no volante, os competidores modificam a inclinação dos flaps para diminuir a resistência do ar. Essa mudança anula a força vertical inversa e eleva a velocidade máxima.
Em Mônaco, os monopostos vão operar permanentemente configurados no chamado modo curva. Isso significa que as asas permanecerão totalmente fechadas durante os treinos e a corrida principal. A escolha prioriza a pressão aerodinâmica necessária para contornar as curvas lentas do principado. O mapa oficial da prova disponibilizado pela organização confirmou a ausência das linhas de ativação do modo reta. O gráfico exibe apenas os pontos destinados ao radar de medição e ao botão de ultrapassagem.
Os novos carros da categoria apresentam as seguintes mudanças estruturais:
- Divisão equilibrada da potência entre o motor a combustão e o sistema elétrico
- Necessidade constante de gerenciamento da recuperação de energia pelos pilotos
- Asas móveis dianteiras operando em sincronia com o aerofólio traseiro
- Desativação automática de recursos de velocidade em pistas travadas
Motores podem sofrer limitação extra por segurança
A federação estuda aplicar outras restrições técnicas nas unidades de potência para a etapa francesa. Existe a possibilidade de implementação do mapeamento eletrônico batizado como Rev 1. Essa configuração limita o fornecimento de energia de forma abrupta para evitar acidentes nas áreas mais estreitas da pista. A introdução do dispositivo visa impedir variações súbitas na aceleração dos carros. A direção da prova ainda avalia os dados de simulação antes de oficializar a obrigatoriedade do sistema.
As determinações são reflexo do conjunto de regras iniciado na atual temporada competitiva. O aumento do peso da parte elétrica gerou reclamações públicas dos pilotos sobre a condução dos veículos. O cenário motivou discussões internas que resultaram em novas diretrizes futuras. A federação planeja elevar o rendimento do motor de combustão interna nos projetos que vão estrear a partir de 2027.
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