Leila Pereira conta bastidores de proposta do São Paulo antes de fechar com PalmeirasPor Beatriz
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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, contou os bastidores de como um contato do São Paulo ajudou a definir o destino da Crefisa no futebol. A revelação veio durante participação no podcast POD_i, da GloboNews, nesta segunda-feira (1º). Ela relembrou o ano de 2014, marcado por desafios pessoais e a crise do clube alviverde.
A mandatária relatou que o marido enfrentava um linfoma grave. Ao mesmo tempo, o Palmeiras vivia risco de rebaixamento. Foi nesse período que o São Paulo procurou a Crefisa para um possível patrocínio. Leila Pereira descartou de imediato a ideia. Ela preferiu buscar o rival, que passava dois anos sem patrocinador máster.
Leila Pereira rejeita São Paulo e busca contato com Palmeiras
A executiva decidiu agir. Sem contatos no Palmeiras, ela usou o Google para localizar o clube. Ligou e pediu o telefone do então presidente Paulo Nobre. A atendente desligou na primeira tentativa. Depois, conseguiu o contato do diretor de marketing, que inicialmente pensou tratar-se de trote. Mesmo assim, marcou reunião para o mesmo dia. Leila e o marido foram ao encontro.
A conversa evoluiu rapidamente. O Palmeiras vivia momento delicado. A Crefisa via potencial na parceria. O acordo se concretizou no início de 2015 e se tornou um dos maiores do futebol brasileiro.
- Crefisa procurou Palmeiras após rejeitar São Paulo
- Reunião com Paulo Nobre aconteceu no mesmo dia do primeiro contato
- Patrocínio começou em 2015 e dura mais de uma década
- Leila Pereira é presidente do Palmeiras desde dezembro de 2021
Detalhes da proposta do Tricolor superavam oferta inicial do rival
De acordo com relatos da época, o São Paulo apresentou condições mais vantajosas. Sob gestão de Carlos Miguel Aidar, o clube ofereceu camarote central no Morumbi, mil ingressos por jogo e setor de cadeiras personalizado com a marca. A empresa ainda teria visibilidade em testeiras, placas nos anéis do estádio e postos internos para vendas de empréstimos.
O valor pedido era semelhante, na casa dos R$ 23 milhões anuais. Porém, as contrapartidas comerciais do Palmeiras eram mais modestas no início. Leila Pereira priorizou o Verdão mesmo assim. A decisão consolidou uma relação que ultrapassa o campo.
Crise de 2014 marcou início da trajetória de Leila no futebol
O ano de 2014 foi turbulento para o Palmeiras. O time terminou a Série A na 16ª posição e escapou da degola na reta final. Leila associou o drama pessoal do marido à situação do clube. Ela via o patrocínio como forma de ajudar em um momento crítico.
A parceria com a Crefisa trouxe estabilidade financeira. O clube evoluiu nos anos seguintes. Leila assumiu a presidência em 2021 e segue no cargo. Ela mantém relação cordial com o São Paulo, apesar da rivalidade.
Futuro da Crefisa no Palmeiras segue em debate
Leila Pereira não descarta novos passos na gestão. Em conversas recentes, ela menciona possibilidades no futebol, inclusive como dona de clube. A ligação com o Palmeiras permanece forte. O patrocínio da Crefisa continua ativo e é pilar da administração atual.
A presidente defende que a experiência serve de exemplo para outras empresas. Ela aposta na profissionalização e na transparência para atrair investimentos ao esporte.
Relação com São Paulo continua cordial nos bastidores
Apesar do episódio de 2014, Leila Pereira mantém diálogo com dirigentes do Tricolor. A rivalidade existe em campo, mas o respeito prevalece fora dele. O caso do patrocínio virou história interna no Palmeiras. Ele ilustra como decisões pessoais podem moldar trajetórias longas no futebol.
A mandatária reforça que a escolha pelo Verdão foi instintiva. Ela nunca se arrependeu.







