Vasco e Marcos Lamacchia avançam em acordo e Leila Pereira elogia negociação da SAFPor Thiago Lemos
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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou que o Vasco fará um grande negócio caso oficialize a venda de sua Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para o empresário Marcos Lamacchia. O investidor, que é enteado da dirigente paulista, mantém conversas avançadas com a diretoria do clube do Rio de Janeiro para adquirir o controle do departamento de futebol. O valor estimado da transação ultrapassa a marca de R$ 2 bilhões por 90% das ações da empresa vascaína.
As declarações foram dadas durante entrevista ao podcast POD_i. A dirigente palmeirense ressaltou que não possui qualquer tipo de participação nas tratativas financeiras conduzidas pelo familiar. De acordo com a mandatária do clube paulista, o empresário possui total autonomia profissional em relação aos negócios administrados por ela e pelo pai do investidor.
Leila Pereira detalha perfil de investidor e afasta conflito de interesses
A mandatária fez questão de pontuar a independência financeira e administrativa do enteado nas negociações com a equipe carioca. Ela destacou que o empresário conduz seus projetos de forma isolada, sem vínculos com a gestão do Palmeiras ou com a patrocinadora do clube de São Paulo.
O posicionamento público busca afastar possíveis questionamentos sobre conflito de interesses no futebol brasileiro, já que Leila Pereira comanda um dos principais concorrentes do Vasco no cenário nacional. A dirigente elogiou as características do investidor e demonstrou otimismo em relação à capacidade dele de reestruturar a equipe de São Januário.
- O investidor possui patrimônio integralmente estabelecido em território nacional.
- A autonomia financeira em relação aos negócios do pai é total.
- A proposta prevê a compra de 90% dos ativos vinculados ao futebol do Vasco.
- O montante global da operação de aquisição supera a barreira de R$ 2 bilhões.
A presidente declarou que o Vasco se beneficiará de forma expressiva caso conclua a transferência das ações para o empresário. Na visão da dirigente, o perfil do comprador oferece garantias de estabilidade financeira para a agremiação do Rio de Janeiro nos próximos anos.
Defesa do modelo de clube-empresa pauta posicionamento da dirigente
Além de comentar o caso específico da equipe carioca, a presidente do Palmeiras manifestou apoio irrestrito ao formato de Sociedade Anônima do Futebol no país. Para a empresária, o sistema tradicional de associações civis sem fins lucrativos limita a evolução administrativa do esporte.
A continuidade dos investimentos a longo prazo depende da presença de um proprietário formal na visão da gestora paulista. Ela argumentou que a profissionalização plena do futebol brasileiro passa obrigatoriamente pela migração dos clubes para o modelo empresarial.
A transição do futebol vascaíno ocorre após o período de instabilidade institucional provocado pelos litígios com a antiga detentora das ações da SAF, a empresa norte-americana 777 Partners. O clube associativo, liderado pelo presidente Pedrinho, reassumiu o controle temporário do departamento de futebol por vias judiciais antes de abrir novas frentes de negociação com investidores do mercado brasileiro.
Processo de venda exige garantias contratuais e análise de riscos
A negociação entre a diretoria associativa e o empresário paulista avançou significativamente desde o primeiro trimestre, quando as bases financeiras foram desenhadas pelas assessorias jurídicas de ambas as partes. O andamento do processo envolve auditorias contábeis detalhadas para mensurar o passivo global do clube de São Januário.
O cenário atual exige cautela devido aos alertas emitidos pelos antigos sócios norte-americanos do clube. Os representantes da antiga gestora notificaram formalmente os envolvidos sobre a necessidade de respeito às cláusulas de controle estipuladas no contrato original de constituição da empresa.
A diretoria do Vasco trabalha para garantir segurança jurídica completa na formatação do novo contrato de venda. O objetivo do presidente do clube associativo é consolidar uma parceria que assegure investimentos imediatos no elenco profissional e na infraestrutura dos centros de treinamento. O desfecho das tratativas depende agora da aprovação final dos conselhos deliberativos da instituição esportiva.







