Pai de Yohane Kawamura comparece a julgamento em Hokkaido e diz querer compensar família da vítimaPor Jeronimo Santos
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O pai de Yohane Kawamura, uma das ré no caso de roubo com resultado em morte de um estudante universitário em Ebetsu, Hokkaido, compareceu ao tribunal nesta quarta-feira. Ele manifestou arrependimento pelos atos da filha e afirmou querer fazer o possível para reparar o dano. O depoimento ocorreu durante interrogatório da defesa no julgamento que apura a morte de Tomoya Hase, de 20 anos.
O caso remonta a outubro de 2024. Três acusados, entre eles Yohane Kawamura, então com 21 anos, e dois jovens que tinham 18 e 16 anos na época, respondem por roubo com resultado morte e outros crimes. Eles teriam agredido coletivamente a vítima em um parque da cidade, roubado cartão bancário e pertences e causado a morte por choque traumático. Outras pessoas também foram indiciadas no mesmo episódio.
Pai expressa arrependimento e fala em indenização
Durante o depoimento, o pai respondeu a perguntas sobre como pretendia reparar os danos. Ele disse sentir muito pelos problemas causados à vítima e à família dela. Não conseguiu acreditar quando soube do incidente.
O homem declarou que quer encarar a situação com sinceridade. Seu objetivo é negociar a maior compensação possível. Até o momento, nenhuma oferta concreta havia sido feita, por orientação do advogado e desejo da outra parte. Ele admitiu que parentes se afastaram após o ocorrido.
- O pai visita a filha uma ou duas vezes por mês na prisão.
- Ele não conhecia o círculo social dos acusados antes dos fatos.
- Não havia outros parentes dispostos a cooperar financeiramente desde o início.
- O advogado da defesa conduziu as perguntas sobre possível reparação.
Conselho sobre bullying é citado no tribunal
O interrogatório também abordou o histórico de Yohane Kawamura. O pai relatou que, no ensino médio, ela sofria bullying. Questionado sobre o que aconselhava à filha, ele respondeu que ela deveria revidar se fosse agredida. A frase “se você for agredido, revide” foi mencionada no contexto do depoimento.
Ele foi perguntado sobre compreensão do crime de roubo com resultado em morte. O pai afirmou que a ré é sua filha. O depoimento foi prestado com voz trêmula em alguns momentos, segundo relatos da audiência.
Detalhes do crime envolvem agressão coletiva e roubo
A acusação sustenta que o grupo agiu em conjunto. Eles teriam ameaçado a vítima para entregar dinheiro e pertences. As agressões incluíram socos e chutes repetidos no parque de Ebetsu. Tomoya Hase morreu em decorrência dos ferimentos.
Yohane Kawamura e os outros dois réus já admitiram os fatos em audiência anterior. O processo tramita sem júri no Tribunal Distrital de Sapporo, que abrange a região de Ebetsu. A defesa busca atenuantes, enquanto a acusação destaca a gravidade dos atos.
Contexto do julgamento revela múltiplos indiciados
Seis pessoas ao todo foram indiciadas no caso. Além dos três que respondem ao julgamento atual, outros envolvidos incluem Ama Yagihara, que namorava a vítima. O episódio ganhou repercussão nacional no Japão por envolver jovens e violência extrema em espaço público.
As investigações apontaram que o roubo ocorreu após as agressões. Os acusados levaram cartão bancário e outros itens. A perícia confirmou a causa da morte relacionada ao trauma das lesões.
Audiência expõe dinâmicas familiares e sociais
O pai reconheceu o impacto do caso na família. Ele mencionou isolamento de parentes e dificuldade para lidar com o episódio. O depoimento serviu para a defesa apresentar aspectos da personalidade da ré e possíveis influências externas, como histórico de bullying.
O tribunal continua a colher testemunhos e provas. Não há data definida para sentença nos detalhes disponíveis até o momento. O processo segue em andamento com foco na responsabilidade individual de cada acusado.







