Santos é condenado pelo CAS a pagar R$ 12 milhões ao Monaco por Jean LucasPor Thiago Lemos
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A Corte Arbitral do Esporte rejeitou o recurso do Santos e manteve a condenação do clube ao pagamento de uma dívida com o Monaco, da França. A pendência financeira envolve a contratação do volante Jean Lucas, realizada na temporada de 2023. O veredito do órgão julgador máximo do esporte confirma a decisão anterior da Fifa e estipula uma cobrança milionária. Caso não realize o pagamento do montante determinado pelas autoridades internacionais, a equipe da Vila Belmiro corre o risco de sofrer uma punição administrativa de bloqueio de inscrições.
O desentendimento jurídico teve início devido ao inadimplemento de uma das prestações previstas no acordo de transferência do meio-campista. O time paulista cumpriu os primeiros compromissos financeiros estabelecidos no cronograma original de aquisição do atleta. Contudo, a última parcela do negócio não foi liquidada na data de vencimento estipulada entre as agremiações.
Detalhes dos valores e parcelas do negócio por Jean Lucas
O acordo total para a compra de Jean Lucas foi fechado pelo montante de US$ 6 milhões. A diretoria do Santos realizou o pagamento das duas primeiras frações da dívida nos prazos acordados com a equipe europeia. A primeira transferência ocorreu em 31 de agosto de 2023, enquanto a segunda foi efetuada em 30 de junho de 2024.
A inadimplência aconteceu no compromisso seguinte. O clube não honrou a terceira e última cota da negociação, cujo vencimento estava marcado para o dia 31 de janeiro de 2025. O Monaco acionou os tribunais após a ausência do depósito.
A condenação definitiva proferida pela Corte Arbitral do Esporte exige o repasse de 2,032 milhões de euros à agremiação de Mônaco. A quantia atinge o patamar de aproximadamente R$ 12 milhões quando convertida para a cotação financeira atual.
Monaco rejeitou propostas de parcelamento da diretoria do Santos
Antes da judicialização definitiva do caso nos órgãos internacionais, a cúpula do Santos buscou caminhos alternativos para tentar evitar o litígio de maneira amigável. Os dirigentes paulistas elaboraram uma oferta de renegociação do débito para estender os prazos de quitação da última parcela vencida no começo de 2025.
A proposta oficial enviada para a Europa previa a divisão do saldo devedor remanescente em duas novas datas de vencimento:
- Primeira metade do valor seria depositada em 30 de agosto de 2025
- Segunda metade do montante seria quitada em 31 de janeiro de 2026
Os representantes do Monaco recusaram os termos sugeridos de imediato e optaram por dar andamento ao processo jurídico. A agremiação francesa exigiu o pagamento integral e sem novos desmembramentos dos valores em atraso.
Histórico do processo nas instâncias da Fifa e recurso negado
O Monaco formalizou a queixa inicial diretamente na Fifa, entidade máxima do futebol mundial. O departamento jurídico da federação internacional analisou os documentos e deu parecer favorável aos franceses em primeira instância no dia 20 de maio de 2025.
O Santos não aceitou a determinação inicial e acionou a instância jurídica superior. O clube recorreu formalmente à Corte Arbitral do Esporte para tentar reverter a punição financeira ou modificar os prazos de execução do pagamento.
A estratégia de apelação não obteve sucesso no tribunal sediado na Suíça. Os árbitros do CAS avaliaram as alegações das duas partes e decidiram validar integralmente a sentença prévia imposta pela Fifa. O veredito põe fim às possibilidades de recurso na esfera desportiva internacional.
Risco de transfer ban ameaça planejamento do Santos para reforços
A principal preocupação da gestão comandada pelo presidente Marcelo Teixeira foca nas sanções administrativas que a inadimplência pode gerar no cotidiano do futebol do clube. A falta de pagamento do valor determinado na sentença da Corte Arbitral do Esporte aciona de forma automática mecanismos de punição desportiva.
A sanção máxima aplicável para este tipo de infração financeira é o transfer ban. A medida impede que o clube registre novos jogadores em competições oficiais, tanto em âmbito nacional quanto em torneios internacionais. O bloqueio permanece vigente até que a dívida seja totalmente quitada ou que ocorra um acordo formalizado de partilha de valores com o credor.
O departamento de futebol santista acompanha a situação para evitar prejuízos na montagem do elenco durante os períodos de abertura de janelas de transferências. A regularização do débito de R$ 12 milhões passou a ser tratada como prioridade administrativa nos bastidores da Vila Belmiro.







