O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) segue com os pagamentos previstos para junho. A segunda parcela do 13º salário continua a ser depositada até o dia 8 deste mês. Ao mesmo tempo, o benefício mensal de junho começa a entrar nas contas a partir do dia 24 para parte dos segurados.
Milhões de aposentados e pensionistas acompanham o calendário com atenção. Muitos esperam o reforço no orçamento. Porém, o valor que cai na conta nem sempre corresponde ao total bruto. Descontos legais explicam a diferença mais comum na segunda parcela do abono.
Calendário da segunda parcela do 13º salário avança em junho
O pagamento da segunda metade do 13º segue o cronograma da competência de maio. Quem recebe até um salário mínimo teve as datas concentradas entre o fim de maio e o início de junho. Os depósitos para quem ganha acima do piso nacional ocorrem principalmente nos primeiros dias úteis de junho.
A conclusão está marcada para 8 de junho. O número final do benefício define a data exata. O INSS desconsidera o dígito verificador após o traço no cartão. Beneficiários precisam observar o último algarismo antes desse traço.
- Final 1 e 6: 1º de junho para quem recebe acima do mínimo
- Final 2 e 7: 2 de junho
- Final 3 e 8: 3 de junho
- Final 4 e 9: 5 de junho
- Final 5 e 0: 8 de junho
O cronograma para quem recebe até o salário mínimo já encerrou na maioria dos casos. Apenas os finais mais altos ainda recebem nesta semana.
Benefício mensal de junho tem datas próprias
O pagamento normal do benefício de junho inicia em 24 de junho para quem recebe até um salário mínimo. As datas seguem até 7 de julho, dependendo do final do benefício. Segurados com valores acima do piso nacional começam a receber em 1º de julho.
Nem todos os beneficiários verão dois créditos distintos dentro do mesmo mês. Quem ainda recebe a segunda parcela do 13º no início de junho e tem o benefício mensal programado para o fim do mês pode acumular os depósitos próximos. A combinação depende do final do cartão e da faixa de renda.
O salário mínimo vigente serve de referência para grande parte dos pagamentos. Aposentados e pensionistas devem verificar o próprio benefício para planejar o uso dos recursos.
Descontos explicam valor menor na segunda parcela
A primeira parcela do 13º costuma vir integral, sem as retenções que incidem na etapa final. Já na segunda parcela aparecem os descontos legais. O Imposto de Renda é o principal deles para quem se enquadra na tabela progressiva.
Outras retenções comuns afetam o valor líquido. Empréstimos consignados, cartão de crédito consignado, pensão alimentícia e mensalidades associativas reduzem o montante depositado. O extrato detalhado no Meu INSS mostra todos os itens.
Muitos segurados se surpreendem ao ver o crédito. O ideal é sempre consultar o extrato completo antes de considerar o dinheiro como disponível integralmente. O aplicativo ou site oficial traz o valor bruto, os abatimentos e o líquido.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS
O abono anual vai para quem recebeu benefícios previdenciários ao longo de 2026. A lista inclui aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.
Benefícios de natureza assistencial não geram direito ao 13º. É o caso do BPC/Loas e da Renda Mensal Vitalícia. O governo federal antecipou o pagamento do abono para abril e maio, com a segunda parcela estendendo-se até junho.
Cerca de 35 milhões de benefícios foram contemplados na antecipação. O total injetado na economia supera os R$ 78 bilhões entre as duas parcelas.
Como consultar o extrato e evitar dúvidas
O Meu INSS é o canal principal para verificação. O segurado acessa o aplicativo ou o site, busca a opção de extrato de pagamento e seleciona a competência desejada. Lá aparecem todos os detalhes do crédito.
Quem prefere atendimento presencial ou telefônico pode ligar para a Central 135. O serviço funciona de segunda a sábado. O importante é conferir bruto, descontos e líquido antes de planejar gastos.
- Valor bruto: total antes de qualquer retenção
- Imposto de Renda: retenção na fonte quando aplicável
- Consignados: empréstimos e cartões autorizados
- Outros abatimentos: pensões, mensalidades ou planos
- Competência: confirmação do mês ou parcela
O documento oficial evita confusões. Qualquer desconto desconhecido exige contestação imediata pelos canais do INSS.
Golpes se multiplicam em períodos de pagamento
A liberação de valores atrai fraudadores. Mensagens com links falsos, ligações pedindo dados ou promessas de liberação extra são comuns. O INSS e o governo federal nunca solicitam pagamento ou dados por canais não oficiais.
O recomendável é ignorar contatos suspeitos. Qualquer dúvida deve ser resolvida diretamente no aplicativo, site ou Central 135. Salvar o extrato ajuda como prova em casos de contestação.
Atenção redobrada protege o benefício conquistado. Aposentados e pensionistas representam grupo vulnerável a esse tipo de abordagem.
Dicas práticas para o uso dos recursos
O reforço do 13º ajuda no orçamento familiar. Quem tem consignados em dia vê redução gradual do saldo devedor. Outros aproveitam para quitar dívidas ou fazer pequenas reservas.
O calendário de junho exige planejamento. Quem recebe o benefício mensal no fim do mês pode ter um intervalo maior até o próximo crédito. Verificar o extrato com antecedência permite ajustes.
O INSS mantém os pagamentos dentro do calendário oficial. Qualquer atraso pontual costuma ser comunicado pelos canais institucionais. A consulta regular no Meu INSS mantém o beneficiário informado sobre a própria situação.

