Mirra Andreeva vence Roland Garros e conquista primeiro Grand SlamPor Carolina Costa
4 min de leitura
![]() |
Mirra Andreeva conquistou o título de Roland Garros. A tenista russa de 19 anos derrotou a polonesa Maja Chwalinska por 6-3 e 6-2 na final disputada neste sábado em Paris. Com o resultado, Andreeva garantiu o primeiro Grand Slam da carreira.
A partida durou pouco mais de uma hora. Andreeva dominou os rallies e aproveitou cinco das nove oportunidades de quebra. Ela perdeu apenas um set em todo o torneio.
Andreeva impõe ritmo forte desde o início
A russa quebrou o saque da adversária logo no terceiro game do primeiro set. Chwalinska, qualifier de 24 anos que chegou à decisão após nove vitórias seguidas, tentou reagir. Mas Andreeva manteve o controle.
Ela converteu a vantagem e fechou a parcial em 6-3. No segundo set, o domínio se repetiu. Andreeva quebrou duas vezes e não deu chances de recuperação. A polonesa resistiu em alguns pontos longos, mas errou mais em momentos decisivos.
A oitava cabeça de chave completou o jogo com 49 winners contra 26 da rival. O placar final refletiu a superioridade mostrada ao longo das duas semanas.
Caminho até a decisão teve consistência
Andreeva chegou à final após vencer Marta Kostyuk por 6-1 e 6-3 na semifinal. Antes, ela superou a romena Sorana Cirstea nas quartas de final sem perder sets.
A russa demonstrou evolução clara no saibro parisiense. Em anos anteriores, ela já havia alcançado quartas e semifinais no mesmo Grand Slam. Desta vez, o título veio com apenas uma parcial perdida.
Chwalinska, por sua vez, realizou campanha histórica. Ranqueada fora do top 100, ela eliminou várias favoritas, incluindo a medalhista olímpica Zheng Qinwen. A polonesa superou problemas pessoais no passado, como depressão e cirurgia no joelho.
- Andreeva perdeu apenas um set no torneio inteiro
- Chwalinska entrou como qualifier e venceu nove jogos seguidos
- Final teve duração de cerca de 1h22
- Andreeva se tornou a campeã mais jovem de Roland Garros desde Monica Seles em 1992
- A russa é a primeira jogadora nascida após 2005 a vencer um major
Detalhes técnicos marcaram o confronto
Andreeva exibiu mobilidade tática e bom aproveitamento de bolas curtas. Ela explorou bem os erros não forçados da oponente, que cometeu mais duplas faltas em momentos importantes. O público no Philippe-Chatrier aplaudiu os longos rallies, típicos do saibro.
A campeã manteve calma mesmo em pontos de pressão. Em entrevista após a semifinal, ela mencionou foco extremo, a ponto de conseguir visualizar detalhes da bola. Essa concentração ajudou na decisão.
Chwalinska, apesar da derrota, comemorou o vice-campeonato. Ela recebeu premiação superior a todo o que havia ganhado na carreira até então, cerca de 1,4 milhão de euros.
Repercussão destaca juventude da campeã
A vitória coloca Andreeva entre as jovens promessas que triunfam cedo em majors. Ela treina com Conchita Martinez e já acumula títulos em WTA 1000. O sucesso em Paris reforça o bom momento do tênis russo feminino.
A final teve tom respeitoso. As duas jogadoras trocaram cumprimentos e palavras gentis ao final. Chwalinska brincou sobre a juventude e talento da rival.
Andreeva subirá no ranking com o título. A conquista marca o ápice de uma ascensão rápida, iniciada ainda na adolescência com boas campanhas em Wimbledon e outros slams.
Próximos desafios no circuito
O calendário de grama se aproxima. Wimbledon será o próximo Grand Slam do ano. Andreeva já tem quartas de final no torneio britânico em edições recentes.
A russa deve manter o status de favorita em vários eventos. Sua consistência no saibro parisiense sugere potencial para mais títulos em superfícies lentas.
Chwalinska, por outro lado, ganha confiança para subir no ranking. A experiência de uma final de major deve impulsionar a polonesa em torneios futuros.
O tênis feminino ganha mais uma campeã jovem. Andreeva junta-se a uma lista de atletas que transformam talento precoce em conquistas concretas.







