INSS encerra repasse da segunda parcela do 13º salário e alerta sobre deduções no valor final

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) finaliza na primeira quinzena de junho o depósito da segunda parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. O cronograma de repasses do abono anual segue até o dia 8, contemplando prioritariamente os segurados que recebem acima do piso nacional. A medida encerra o ciclo de antecipação do benefício estabelecido pelo governo federal.

A liberação dos recursos injeta bilhões na economia brasileira neste encerramento do primeiro semestre de 2026. Paralelamente à conclusão do abono, a autarquia federal já organiza o calendário de pagamentos da folha regular de junho. O repasse mensal terá início no dia 24 para os beneficiários com renda equivalente a um salário mínimo.

Calendário de encerramento do abono anual

A distribuição da segunda metade do 13º salário obedece ao número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço. Os depósitos começaram no final de maio para a faixa de renda mais baixa e agora focam nos segurados com vencimentos superiores ao salário mínimo vigente de R$ 1.621. O escalonamento diário organiza o fluxo financeiro.

A autarquia divide os pagamentos em lotes, agrupando dois finais de benefício por data útil para evitar sobrecarga nos sistemas bancários e nas agências físicas. O planejamento logístico garante que todos os beneficiários com direito à antecipação recebam os valores dentro do prazo estipulado pela portaria governamental.

  • Finais 1 e 6: recebem no dia 1º de junho.
  • Finais 2 e 7: recebem no dia 2 de junho.
  • Finais 3 e 8: recebem no dia 3 de junho.
  • Finais 4 e 9: recebem no dia 5 de junho.
  • Finais 5 e 0: recebem no dia 8 de junho.

Os segurados que ganham até um salário mínimo e possuem os finais de cartão mais altos também recebem os valores residuais nesta mesma janela de tempo. O encerramento simultâneo das duas faixas de renda conclui a injeção de capital prevista para a primeira metade do ano. A estratégia movimenta o comércio e o setor de serviços em todo o país.

Retenções legais reduzem o valor líquido da segunda parcela

Diferente da primeira cota do 13º salário, que chega às contas de forma integral, a segunda parcela sofre a incidência de tributos e descontos autorizados. O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) representa a principal dedução para os beneficiários que se enquadram nas faixas de tributação da Receita Federal. O cálculo ocorre sobre o montante total do abono.

A cobrança do imposto federal afeta diretamente o saldo final disponibilizado para saque. Além da tributação obrigatória, outras obrigações financeiras assumidas pelo titular impactam o montante depositado pela Previdência Social. O sistema processa os abatimentos antes da transferência bancária.

Empréstimos consignados, parcelas de cartão de crédito consignado e pensões alimentícias determinadas pela Justiça são descontados automaticamente. Mensalidades de associações sindicais, caso autorizadas previamente pelo segurado, também entram na lista de deduções legais que diminuem o valor líquido da segunda parcela.

A diferença entre o valor bruto e o líquido costuma gerar dúvidas entre os aposentados no momento da conferência do saldo. A autarquia orienta a verificação detalhada dos extratos para compreender a origem de cada retenção aplicada ao benefício. A transparência dos dados evita deslocamentos desnecessários até as agências físicas.

Transição para a folha de pagamento regular de junho

Logo após a conclusão dos repasses do 13º salário, o INSS inicia a liberação da folha mensal de junho. O novo ciclo de depósitos começa no dia 24 de junho e se estende até o dia 7 de julho. A autarquia mantém a mesma lógica de divisão por número final do benefício e faixa de renda.

Os segurados que recebem até R$ 1.621 abrem o calendário regular da folha de junho. Aqueles com benefícios superiores ao piso nacional começam a ter os valores creditados a partir do dia 1º de julho. O cronograma fixo permite que os cidadãos programem o pagamento de contas e despesas básicas.

A proximidade entre o fim do pagamento do abono e o início da folha regular exige organização financeira. Alguns beneficiários podem observar um intervalo curto entre os dois créditos. Outros terão um espaçamento maior até o próximo depósito, dependendo da numeração do cartão.

O direito ao abono anual abrange quem recebe aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente e auxílio-reclusão. Benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) e a Renda Mensal Vitalícia, não garantem o pagamento do 13º salário por determinação legal.

Consulta de extratos e prevenção contra fraudes bancárias

O aplicativo e o site Meu INSS funcionam como os canais oficiais e seguros para a conferência dos valores. A plataforma digital fornece o extrato de pagamento completo. O documento detalha a renda bruta, os descontos aplicados e o valor líquido efetivamente transferido para a conta bancária do cidadão.

O acesso ao sistema exige o login com a conta Gov.br, garantindo a proteção das informações previdenciárias. Beneficiários sem acesso à internet podem obter as mesmas informações por meio da Central Telefônica 135. O serviço de atendimento funciona de segunda a sábado, oferecendo suporte remoto.

A circulação de um volume expressivo de recursos atrai a ação de criminosos especializados em fraudes financeiras. O período de liberação do 13º salário registra um aumento nas tentativas de golpes contra o público idoso. Os fraudadores utilizam táticas de engenharia social para roubar dados.

Abordagens por mensagens de texto, ligações telefônicas ou aplicativos de mensagens oferecendo falsas antecipações ou exigindo recadastramentos devem ser ignoradas. O INSS não solicita dados bancários, senhas ou pagamentos de taxas para a liberação de benefícios. A comunicação oficial ocorre apenas pelos canais institucionais.

A identificação de qualquer desconto não reconhecido no extrato de pagamento permite a contestação imediata. O titular do benefício deve registrar a reclamação no aplicativo Meu INSS ou na Central 135. A ação rápida possibilita o bloqueio de cobranças indevidas e protege a integridade da renda mensal do segurado.

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