Jovem morre em salto de pêndulo no interior de São Paulo após corda não ser presa; instrutores são presosPor Beatriz
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Uma mulher de 21 anos faleceu no sábado (18) em um trágico acidente durante a prática de salto de pêndulo, também conhecido como rope-jumping, no interior do estado de São Paulo. Instrutores não teriam fixado a corda de segurança antes de a jovem ser lançada de uma ponte em uma queda de 40 metros. O incidente gerou a prisão de três homens envolvidos, que agora são investigados por possível homicídio com dolo eventual.
O caso alarmante aconteceu na Ponte do Esqueleto, um local abandonado que fica na divisa entre as cidades de Limeira e Cordeirópolis. Imagens chocantes do momento do lançamento da vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, circularam amplamente nas redes sociais ao longo do fim de semana, evidenciando a falha fatal. As equipes de emergência foram acionadas, mas constataram o óbito no local do acidente.
A Polícia Civil de São Paulo está conduzindo uma investigação aprofundada para determinar as circunstâncias que levaram à morte de Maria Eduarda. Os três homens que atuavam como instrutores foram detidos e podem responder por homicídio com dolo eventual, conforme apurado pelo portal Globo. Este tipo de acusação ocorre quando o responsável não tem a intenção direta de causar a morte, mas assume o risco ao praticar a ação.
Testemunhas no local relataram que, enquanto Maria Eduarda era preparada para o salto, a corda principal de segurança não foi corretamente anexada ao seu equipamento. Vídeos mostram dois homens segurando a jovem pelos braços e um terceiro auxiliando por trás de seus pés. No instante em que ela é solta, gritos de espectadores alertando sobre a falta da corda puderam ser ouvidos, mas já era tarde. Os instrutores, por sua vez, utilizavam seus próprios equipamentos de segurança, incluindo arnêses e cordas.
O que distingue o salto de pêndulo do bungee jump tradicional
O salto de pêndulo, ou rope-jumping, é uma modalidade de esporte radical que se diferencia do mais conhecido bungee jump. Enquanto o bungee jump utiliza uma corda elástica de borracha que proporciona um efeito vertical de “pulo e repique”, o salto de pêndulo emprega cordas de escalada com baixa elasticidade. O objetivo é transformar a queda livre em um balanço horizontal, simulando um grande arco.
Essa distinção técnica é crucial para entender a dinâmica do acidente. A falha na fixação da corda em um salto de pêndulo significa a ausência total de qualquer sistema que absorva ou redirecione a energia da queda, resultando em um impacto direto e fatal. A prática, apesar de emocionante, exige rigorosos protocolos de segurança e checagem dupla dos equipamentos para garantir a integridade dos participantes.
A Ponte do Esqueleto, cenário da tragédia, é uma estrutura que está abandonada há muitos anos e é de responsabilidade do governo federal. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) informou que está à disposição das autoridades para auxiliar nas investigações. No entanto, a prefeitura de Limeira (SP) anunciou que irá processar o governo federal pela falta de gerenciamento e segurança do local.
Em nota oficial, a administração municipal de Limeira declarou que já vinha adotando medidas administrativas e exigindo providências dos órgãos federais responsáveis pela área. A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas torna a continuidade dessa omissão “insustentável e inaceitável”, reforçou o comunicado. Este embate legal por conta da negligência na manutenção da ponte adiciona uma camada complexa ao caso, levantando questões sobre a segurança de estruturas públicas abandonadas.

Detalhes sobre a vítima e o grupo organizador do salto
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas tinha 21 anos e foi sepultada no dia seguinte ao acidente. A jovem, que se preparava para um momento de lazer e aventura, teve sua vida interrompida abruptamente pela falha humana.
As autoridades locais informaram que os instrutores envolvidos pertenciam a uma empresa privada que oferecia atividades de salto de pêndulo. Contudo, alguns veículos de comunicação da região sugerem que eles poderiam fazer parte de grupos informais que praticam o esporte. A investigação deverá esclarecer a natureza exata da organização responsável e se ela possuía as devidas autorizações e certificações para operar este tipo de atividade de risco.







