Lamine Yamal recusou Marrocos para defender a Espanha na Copa do Mundo
Um dos principais nomes da atualidade no futebol mundial, Lamine Yamal poderia estar disputando o torneio por um país diferente. Sendo herdeiro de pai de origem marroquina e mãe nascida na Guiné, o atacante do Barcelona possuía os requisitos legais para solicitar a cidadania da nação africana, o que gerou investidas insistentes de representantes de Marrocos para convencê-lo a atuar pela equipe do continente africano.
O dirigente máximo da associação marroquina de futebol tocou novamente no assunto logo após o confronto em que Marrocos empatou com a seleção brasileira, ocorrido no último sábado (13). Na ocasião, Fouzi Lekjaa declarou publicamente o desejo de cruzar com os espanhóis na decisão da Copa do Mundo, visando colocar à prova se Lamine Yamal tomou a decisão correta ao optar pelo time europeu.
É importante recordar que a seleção de Marrocos superou a Espanha na fase de oitavas de final durante a Copa do Mundo de 2022, alcançando a etapa semifinal daquela competição. Naquele período, o jovem nascido em território espanhol fazia parte das categorias de formação do Barcelona e somava apenas 14 anos de idade, momento em que registros fotográficos do atleta vestindo o uniforme marroquino foram compartilhados publicamente.
Estratégia da federação espanhola para garantir a permanência do atacante
Com o objetivo de encerrar de forma definitiva as investidas de federações estrangeiras, visto que a ascendência materna também abria brecha para defender a Guiné, a comissão técnica da Espanha promoveu a primeira convocação do atleta quando ele registrava 16 anos. No ano de 2023, o jogador teve atuação destacada no triunfo por 7 a 1 diante da Geórgia, convertendo-se no atleta mais jovem a atuar e balançar as redes pela Espanha, superando as marcas estabelecidas anteriormente por Gavi, seu parceiro de clube.
Adotando uma postura idêntica à utilizada no caso de Nico Williams, que possui laços familiares com Gana, a Real Federação Espanhola de Futebol escalou Lamine Yamal em um confronto de caráter oficial para minar a concorrência do país africano. Conforme os critérios vigentes nos regulamentos da Fifa, a partir do momento em que um profissional acumula quatro participações por uma nação em jogos competitivos, o vínculo torna-se irreversível, sacramentando a permanência do jovem na equipe.
O próprio atleta se manifestou publicamente na época sobre a repercussão de sua escolha na carreira profissional. Lamine Yamal afirmou que os resultados em campo deixavam clara a sua satisfação com a postura adotada, reforçando o sentimento de felicidade e projetando um vínculo duradouro de conquistas esportivas vestindo a camisa da Espanha nos anos seguintes.
O monitoramento sobre o jovem atacante do Barcelona reflete o modelo de mapeamento de atletas que a federação marroquina executa há uma década e meia para fortalecer suas divisões, seguindo as diretrizes de fomento ao esporte estabelecidas pelo monarca Mohammed VI.
No embate diante do Brasil, a escalação de Marrocos registrou um fato inédito na história do torneio ao manter, em determinado momento, 11 atletas que nasceram fora das fronteiras do país. Logo após a saída do meio-campista Ounahi do gramado, que era o único nativo em campo, a composição do elenco marroquino passou a contar com jogadores originários de cinco nações distintas.
Cotada como uma das principais forças para brigar pela taça em 2026, a seleção da Espanha faz seu primeiro jogo nesta segunda-feira (15) pelas disputas do Grupo H, chave que reúne também as seleções do Uruguai, de Cabo Verde e da Arábia Saudita. O comandante Luis de la Fuente antecipou que Lamine Yamal iniciará a partida entre os reservas, uma vez que o atacante concluiu o tratamento de uma contusão na coxa esquerda sofrida no dia 22 de abril e cumpre etapas para reaver as condições físicas ideais.

















