O principal executivo da Sonic Team, Takashi Iizuka, revelou seu desejo de que todos os títulos clássicos da franquia Sonic estivessem disponíveis nos consoles mais recentes, mas ponderou que o esforço para tal empreendimento seria melhor aproveitado no desenvolvimento de produções completamente novas.
Para muitos, a vasta quantidade de games do Sonic pode surpreender. Desde seu lançamento em 1991, a série coleciona um número de jogos principais para consoles equivalente ao de títulos de Mario para consoles e portáteis, apesar de ter começado seis anos mais tarde. Contudo, enquanto a maioria dos jogos de Mario são acessíveis no Switch, a realidade é outra para Sonic, com muitos de seus games indisponíveis em plataformas modernas.
Embora alguns fãs não lamentem a ausência de títulos como Sonic Heroes, Sonic 2006 ou Sonic Lost World nos aparelhos atuais, clássicos essenciais como Sonic Adventure 2, a trilogia Sonic Advance e a dupla Sonic Rush não podem ser jogados no PS5, Xbox Series X|S e Switch, apesar de alguns ainda estarem disponíveis para computadores.
Em uma conversa com o criador de conteúdo Jeremy Klinger no YouTube, questionado sobre qual jogo de Sonic ele escolheria para ser refeito no 35º aniversário da franquia este ano, Iizuka expressou: “Quando pensamos em todos os jogos lançados ao longo dos 35 anos de história do Sonic, eu realmente gostaria de poder jogar todos esses jogos antigos nas plataformas modernas”. Ele complementou, afirmando que, se pudesse “fazer isso magicamente”, desejaria que “todos os jogos do Sonic já lançados fossem jogáveis agora nos consoles atuais”.
Entretanto, ele lamenta que “o custo necessário para trazer esses jogos e não apenas portá-los, mas refazê-los e torná-los experiências completas nesse hardware” seria “praticamente o mesmo em termos de recursos, dinheiro, tempo e energia que seria necessário para criar um título totalmente novo”. Iizuka adicionou que a equipe está “realmente focada em criar novas experiências para surpreender as pessoas”, destacando o desafio de modernizar tecnologias e gráficos antigos, o que frequentemente demanda um esforço de engenharia tão complexo quanto o desenvolvimento de um jogo do zero.

