A volta de Thiago Silva ao Fluminense: lobby de Hulk e estratégia paciente definiram o rápido retorno do zagueiro
O retorno de Thiago Silva ao Fluminense foi oficializado de forma surpreendente. O defensor, de 41 anos, retorna para sua terceira fase no clube, com um vínculo válido até o término de 2026. A rapidez do seu regresso, apenas meio ano após ter deixado o time para o Porto, de Portugal, gerou questionamentos sobre o que impulsionou a reviravolta, e detalhes dos bastidores da negociação surgem.
Thiago Silva tem sua chegada prevista ao CT Carlos Castilho na próxima semana, quando deve começar os treinamentos com o restante do elenco. Foi confirmado que o Fluminense preservou as mesmas condições do contrato prévio do atleta, significando que o zagueiro receberá a mesma remuneração que tinha em sua passagem anterior pelo clube.
Mário Bittencourt e Mattheus Montenegro lideraram as negociações e mantiveram comunicação constante com o jogador. A princípio, a diretoria do Fluminense agiu com cautela estratégica. O objetivo era impedir qualquer vazamento das tratativas, buscando evitar a percepção de que o clube exercia pressão sobre o zagueiro, tanto da torcida quanto da imprensa.
A resposta inicial do zagueiro indicou a necessidade de mais tempo, pois ele se encontrava de férias com a família e ainda não havia definido os próximos passos de sua carreira; a mesma condição foi apresentada a outras equipes interessadas. Contudo, no encerramento da semana passada, Thiago Silva acenou positivamente à oferta do Fluminense. O acordo foi formalizado na última segunda-feira, e o comunicado oficial foi divulgado imediatamente.
Enquanto a cúpula tricolor avançava nas tratativas, a participação de outro atleta se mostrou decisiva para o desfecho positivo: Hulk. O atacante, aguardado como reforço para a segunda metade do ano, atuou de forma incisiva, insistindo com o zagueiro por meio de mensagens e videochamadas para que ele aceitasse o retorno. Esse esforço conjunto obteve sucesso, contando também com o apoio do auxiliar-técnico Marcão.
Nos bastidores, a direção do Fluminense avalia a chegada de Thiago Silva como uma valiosa oportunidade de mercado. Com sua condição de jogador livre, o clube evitou o ônus de custos de transferência. Adicionalmente, sua contratação representa um ganho significativo para o elenco, agregando experiência, qualidade técnica e liderança.
Em suas passagens anteriores pelo Fluminense, Thiago Silva acumulou 212 jogos e balançou as redes 19 vezes. Seu único troféu com a camisa tricolor foi a Copa do Brasil de 2007, que marcou o início de sua carreira repleta de conquistas.
O jogador havia concluído sua segunda passagem pelo clube no fim do ano anterior. A principal razão para sua partida foi a questão familiar, especificamente a distância: seus filhos e esposa permaneceram residindo em Londres, enquanto ele se estabeleceu no Brasil para atuar pelo Flu.
Na ocasião, o Fluminense empreendeu esforços para persuadi-lo a ficar, utilizando como argumentos a participação na fase de grupos da Conmebol Libertadores e a proximidade da Copa do Mundo de 2026, porém sem êxito. Logo após, o zagueiro selou seu compromisso com o Porto, de Portugal.

















