Torre Eiffel é fechada devido a calor recorde que afeta toda a França

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Torre Eiffel

Torre Eiffel - john901/shutterstock.com

O icônico monumento da Torre Eiffel, localizado em Paris, interrompeu seu funcionamento nesta terça-feira (23) devido à intensa onda de calor que elevou as temperaturas na capital francesa a níveis extremos.

Em um aviso oficial, a administração do ponto turístico comunicou que “A Torre Eiffel está se adaptando devido à previsão de altas temperaturas e fechará excepcionalmente às 16h [horário local]”, indicando uma medida de precaução.

A partir das 11h no fuso de Brasília, a atração turística não aceitaria mais visitantes. A Sociedade de Exploração da Torre Eiffel (Sete), responsável pela gestão, informou que os ingressos adquiridos previamente seriam estornados automaticamente, sem uma data definida para a retomada das operações.

Atualmente, a França e várias outras nações europeias enfrentam uma severa onda de calor, resultando em fatalidades e uma série de outras complicações. O instituto meteorológico Météo France projeta que a capital experimente temperaturas próximas dos 40°C na tarde desta terça, com picos que podem atingir 44°C nos dias seguintes.

Número de mortes por afogamento aumenta na França durante a onda de calor

Desde 18 de junho, a intensa onda de calor que assola o continente europeu já causou a morte por afogamento de 40 pessoas na França, com a maioria das vítimas sendo jovens, conforme divulgado pelo governo francês nesta terça-feira (23).

Durante uma reunião de emergência convocada para discutir os impactos da onda de calor, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, confirmou os dados. A madrugada desta terça-feira marcou um recorde como a mais quente já registrada na história do país.

Marina Ferrari, ministra dos Esportes, observou que muitos cidadãos franceses buscam alívio do calor em canais e rios. Ela emitiu um alerta para que a população evite nadar em locais que não são regulamentados ou que apresentam riscos de segurança.

A agência de notícias AFP reportou que cerca de 90% da população francesa reside em regiões onde as autoridades emitiram alertas vermelho ou laranja para calor extremo nesta terça-feira. Em certas áreas do oeste da França, as temperaturas podem alcançar impressionantes 43°C.

Nem mesmo o período noturno ofereceu muito alívio para os moradores, já que aproximadamente 30 estações de monitoramento ainda indicavam temperaturas acima de 25°C, demonstrando a persistência do calor.

Em uma iniciativa para mitigar o desconforto, a Prefeitura de Paris distribuiu ingressos de cinema sem custo para jovens com menos de 25 anos e idosos acima de 65, proporcionando um refúgio climatizado. Além disso, a onda de calor provocou o cancelamento de diversos serviços ferroviários, incluindo a rota entre Paris e Bruxelas.

Patrick Martin, presidente da MEDEF, a principal associação patronal da França, declarou à BFM TV que “A França está funcionando em ritmo lento”. Ele acrescentou que as empresas estão fazendo o máximo para seguir as orientações e salvaguardar a saúde de seus colaboradores.

A onda de calor não se restringe à França; países como Reino Unido, Itália, Espanha e Bélgica também enfrentam os efeitos das elevadas temperaturas.

O Ministério da Saúde italiano, por sua vez, elevou o nível de alerta para o máximo em 15 cidades. O governo adotou ações emergenciais, como a suspensão ou diminuição de atividades em setores específicos para proteger a população.

Já no Reino Unido, inúmeras escolas decidiram antecipar o fechamento de suas portas, justificando que a estrutura antiga dos edifícios não oferece condições adequadas para manter turmas com mais de 30 alunos em temperaturas tão altas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) ressalta que a Europa registra um aquecimento a uma velocidade superior ao dobro da média global, intensificando a frequência e a duração de episódios de calor extremo. Esse contexto histórico oferece uma perspectiva preocupante sobre a tendência climática que já afeta diretamente o cotidiano e a segurança dos cidadãos no continente, como evidenciado pelo fechamento de marcos históricos e as trágicas mortes por afogamento.

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