Havertz celebra vaga alemã no mata-mata da Copa e reflete sobre passado de críticas e a cobrança da torcida
A seleção da Alemanha garantiu sua classificação antecipada para o mata-mata da Copa do Mundo e enfrentará o Equador na próxima quinta-feira, encerrando a fase de grupos. O atacante Kai Havertz expressou grande alívio com o bom desempenho inicial da equipe no torneio, especialmente após as eliminações precoces nas duas últimas edições do Mundial.
O jogador, de 27 anos, destacou uma mudança de ambiente em relação às campanhas anteriores. “A Copa do Qatar não foi nada bem-sucedida para nós como equipe e para mim pessoalmente. Há uma energia diferente em nosso elenco agora”, afirmou Havertz. Ele complementou que rapidamente se convenceu de que este ano seria melhor, reconhecendo a obrigação de não falhar novamente desde o começo, por serem a Alemanha, mas enfatizou que a competição está apenas começando.
Além das estatísticas, um país com a rica tradição futebolística da Alemanha carrega um fardo considerável de expectativas. Desde a conquista do título em 2014, no Brasil, a equipe não havia conseguido avançar para as fases eliminatórias da Copa do Mundo, um resultado que muitos consideravam inesperado. Em 2018, na Rússia, a eliminação ocorreu com a última posição no Grupo F, atrás de Coreia do Sul, México e Suécia. A situação se repetiu em 2022, no Catar, onde a Alemanha ficou em terceiro lugar no Grupo E, atrás de Espanha e Japão, intensificando a pressão por um desempenho mais consistente.
Havertz teve um papel crucial no início da campanha atual, marcando dois gols na goleada de 7 a 1 contra Curaçao na primeira rodada. Com 24 gols em 60 partidas pela seleção, ele se firmou como o centroavante titular sob o comando do técnico Julian Nagelsmann. No entanto, o atleta não está imune às críticas de parte da torcida, que defende a escalação de Deniz Undav.
Sobre as avaliações do público, o atacante explicou: “Provavelmente porque não jogo na Bundesliga. Acontecia o mesmo às vezes com Toni Kroos e Ilkay Gündogan, que ficaram anos no exterior.” Ele descreveu a percepção que enfrenta: “Costumam dizer de mim: ‘Havertz não marcou de novo, ele é inútil’. E quando marco, dizem: ‘Bem, era para ele marcar, já estava na hora’.” Havertz ressaltou que não guarda ressentimento, considerando a situação perfeitamente normal.
O centroavante também mencionou estar ciente das discussões sobre sua postura em campo. “Estou ciente dos debates sobre eu ser muito relaxado ou minha linguagem corporal ser inadequada. Isso sempre surge quando não estou jogando bem”, ponderou Havertz. Ele concluiu afirmando que não é o tipo de pessoa que fica remoendo esses comentários, uma atitude que costumava ser diferente no passado.
Com a classificação assegurada, a Alemanha agora se prepara para o confronto contra o Equador, buscando consolidar a liderança do Grupo E. Caso termine em primeiro lugar, o time enfrentará o terceiro colocado de um dos grupos A, B, C, D ou F. Se ficar em segundo, o adversário será o segundo colocado do Grupo I.

















