Fenômeno climático trará ciclone e frente fria impactando o tempo no Brasil entre 28 e 30 de junho
Especialistas em meteorologia monitoram a formação de um novo ciclone que, combinado a uma frente fria, deverá modificar as condições climáticas em diversas localidades brasileiras entre 28 e 30 de junho. Este sistema começa sua organização na região da Argentina, Paraguai e Bolívia no final do sábado (27), com projeção de deslocamento para o Centro-Oeste e Sul do Brasil, elevando as chances de instabilidades e precipitação.
Conforme as estimativas dos modelos climáticos, esta nova zona de baixa pressão apresenta potencial para gerar nuvens densas e chuvas intensas, principalmente nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Este evento se manifesta pouco tempo depois de um poderoso ciclone ter atuado no Atlântico Sul, que foi classificado como “ciclone-bomba” em razão da acentuada diminuição da pressão atmosférica.
A empresa MetSul indica que o fortalecimento dessa área de baixa pressão tem o potencial de impulsionar a criação de uma frente fria, que poderá disseminar condições de instabilidade por várias partes do Brasil. Preveem-se para o fim de semana de junho e o começo da próxima semana um crescimento da cobertura de nuvens, registros de precipitação e oscilações abruptas nas temperaturas em porções do país.
A progressão deste novo sistema climático segue a ocorrência de um ciclone de grande intensidade que se formou no Oceano Atlântico. Imagens de satélite capturaram uma vasta formação espiral de nuvens a leste da Argentina, e a frente fria conectada a ele se moveu sobre áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, o Triângulo Mineiro, o Sul de Minas Gerais e a região da Costa Verde no Rio de Janeiro.
Os especialistas em clima enfatizam que o ciclone recém-formado não deve atingir o mesmo grau de intensidade do sistema oceânico observado recentemente. Contudo, ele demanda atenção constante, dado o seu potencial de gerar alterações expressivas nas características meteorológicas.
Compreenda a formação e o impacto de um ciclone-bomba
O ciclone que se manifestou no Atlântico Sul recebeu a designação de ciclone-bomba por exibir uma diminuição excepcionalmente veloz na pressão atmosférica. Registros meteorológicos apontam que a pressão no centro do sistema baixou de 999 hectopascais (hPa) para 971 hPa em um período de apenas 18 horas, o que representa uma redução de 28 hPa.
Um sistema ciclônico recebe a denominação de “explosivo”, ou ciclone-bomba, quando sua pressão central sofre uma queda de no mínimo 24 hPa em um intervalo inferior a 24 horas. Tal intensificação acelerada resulta no aumento do gradiente de pressão atmosférica e na aceleração dos ventos que circundam o fenômeno.
Mesmo com sua potência, os especialistas apontam que as áreas de ventos mais fortes do ciclone anterior se mantiveram sobre o oceano, longe da faixa costeira brasileira. No entanto, foram documentadas rajadas de vento entre 40 km/h e 60 km/h em algumas regiões do Sul do Brasil, com registros que ultrapassaram os 60 km/h em zonas serranas do Rio Grande do Sul.
Como a sensação térmica intensifica a percepção do frio
Além da precipitação, a chegada desses sistemas meteorológicos pode gerar uma percepção de frio mais acentuada em certas áreas. A sensação térmica é o que as pessoas realmente sentem e nem sempre coincide com o valor exato indicado pelos aparelhos de medição.
Este indicador é influenciado de forma preponderante pela velocidade dos ventos e pela taxa de umidade do ar. Em cenários de ventos intensos e temperaturas reduzidas, a sensação térmica pode apresentar-se consideravelmente abaixo do patamar de temperatura real aferido pelos instrumentos meteorológicos, o que ressalta a importância de se agasalhar adequadamente para proteger a saúde.

















