Filme de Gerard Butler na Netflix, ‘In the Hand of Dante’, é criticado e recebe baixa pontuação em site de avaliação
O novo suspense criminal “In the Hand of Dante”, estrelado por Gerard Butler, Al Pacino e Oscar Isaac, estreou na Netflix no último dia 24 de junho de 2026 e já enfrenta severas críticas. A produção, que reúne um elenco de peso, foi avaliada negativamente por especialistas e atingiu uma pontuação considerada decepcionante em um dos principais agregadores de críticas de cinema. O resultado inicial posiciona o título como um dos lançamentos menos aclamados da plataforma neste ano.
“In the Hand of Dante” e a recepção crítica inicial
O site Rotten Tomatoes, conhecido por compilar avaliações de críticos globais, registrou uma aprovação de apenas 38% para “In the Hand of Dante”, com base em 26 resenhas. Essa marca indica uma maioria de opiniões desfavoráveis, que apontam para falhas na narrativa, na execução ou na adaptação da obra literária. A baixa pontuação é particularmente notável considerando o prestígio dos atores envolvidos e as altas expectativas geradas em torno do projeto.
A percepção crítica inicial para filmes na Netflix é crucial, pois pode influenciar diretamente a audiência e o boca a boca digital. Um score desfavorável no Rotten Tomatoes tende a desestimular novos espectadores, apesar da conveniência de acesso oferecida pelo streaming. Para uma plataforma que investe massivamente em conteúdo original, a reação negativa representa um desafio na manutenção da sua reputação de qualidade.
A jornada complexa de produção do filme
A concepção de “In the Hand of Dante” remonta a 2008, quando os direitos do livro de Nick Tosches foram adquiridos, iniciando uma longa e árdua jornada de desenvolvimento. Projetos com um período de produção tão extenso frequentemente enfrentam mudanças de direção, elenco e equipe, o que pode impactar a coesão do produto final. Essa trajetória turbulenta de quase duas décadas sugere que o filme superou diversos obstáculos antes de finalmente chegar às telas.
A complexidade de adaptar um romance com premissas ambiciosas e múltiplas linhas temporais também pode ter contribuído para os desafios de produção. Transformar uma obra literária densa em um roteiro cinematográfico que ressoe com o público e a crítica é uma tarefa que exige grande habilidade e sensibilidade artística. O longo caminho até a estreia na Netflix destaca a persistência, mas também os riscos inerentes a megaproduções cinematográficas.
O elenco estelar e a visão do diretor Julian Schnabel
A lista de atores em “In the Hand of Dante” é impressionante, contando com nomes como Oscar Isaac, Gerard Butler, Jason Momoa, Al Pacino, Gal Gadot e John Malkovich. Esse time de estrelas, muitas delas vencedoras do Oscar, normalmente garante atenção e, em tese, um certo nível de qualidade na atuação. A presença de Martin Scorsese como produtor executivo também adiciona um peso significativo ao projeto, elevando as expectativas dos fãs de cinema.
A direção ficou a cargo de Julian Schnabel, um artista renomado e cineasta aclamado, conhecido por trabalhos como “O Escafandro e a Borboleta” (2007) e “Antes do Anoitecer” (2000), ambos recebendo indicações ao Oscar. Schnabel é valorizado por sua abordagem artística e capacidade de criar narrativas visuais impactantes. A expectativa era que sua visão única pudesse elevar o suspense, mas a recepção crítica indica que, neste caso, a combinação de talento não resultou no sucesso esperado.
A trama dual e a obra original que inspirou a adaptação
O filme “In the Hand of Dante” é baseado no romance homônimo de Nick Tosches, lançado em 2002, e apresenta uma premissa fascinante de viagem no tempo e mistério. Oscar Isaac interpreta papéis duplos: o autor Nick Tosches no século XXI, que é procurado pela máfia para localizar o manuscrito original da “Divina Comédia”, e o próprio Dante Alighieri no século XIV, enquanto ele escreve sua obra-prima. Essa estrutura narrativa complexa interliga duas épocas e dois personagens em uma busca por arte e poder.
A “Divina Comédia” de Dante Alighieri é um pilar da literatura mundial, e sua inclusão na trama eleva o escopo intelectual da obra. Contudo, a audácia de alternar entre essas duas narrativas pode ter sido um ponto de discórdia para os críticos. O desafio de manter a coesão e o ritmo em uma história que se desdobra em séculos distintos, exigindo uma compreensão aprofundada tanto da história medieval quanto de um thriller contemporâneo, é imenso.
Netflix e o gênero de suspense criminal em sua plataforma
A Netflix tem uma longa história de investimentos bem-sucedidos no gênero de suspense criminal, que se provou um ímã de audiência em todo o mundo. Séries como “Peaky Blinders”, com Cillian Murphy, e “The Gentlemen”, estrelada por Theo James, são exemplos de produções que cativaram o público e a crítica, solidificando a presença da plataforma no nicho. Outros serviços de streaming também apostam forte, como “MobLand” na Paramount+ e “Tulsa King” de Sylvester Stallone.
- “Peaky Blinders”: Aclamada série britânica sobre uma família de gângsteres pós-Primeira Guerra Mundial.
- “The Gentlemen”: Produção que explora o submundo do crime com toques de humor e sofisticação.
- “MobLand”: Série que mergulha em tramas envolvendo a máfia americana contemporânea.
- “Tulsa King”: Traz Sylvester Stallone como um mafioso enviado para Oklahoma.
O sucesso dessas produções demonstra a demanda contínua por histórias complexas e personagens marcantes dentro do universo criminal. “In the Hand of Dante” tentou se inserir nesse portfólio, mas a reação crítica sugere que, apesar das intenções e do elenco de peso, o filme pode não ter atingido o patamar de excelência esperado pelos aficionados do gênero e pelos especialistas em cinema. A recepção do público ainda está para ser completamente avaliada, e será interessante observar se a opinião dos espectadores divergirá significativamente da visão dos críticos.

















