Saque de valores esquecidos do antigo PIS/Pasep tem novo lote liberado hoje; confira quem recebe
Trabalhadores com valores no antigo PIS/Pasep começam a receber, nesta quinta-feira (25), um novo lote de pagamentos do chamado “dinheiro esquecido”. Esta etapa contempla aqueles que solicitaram o ressarcimento até o dia 31 de maio.
Quem fizer o pedido de saque até a próxima terça-feira (30) terá o dinheiro depositado em 27 de julho, conforme o calendário divulgado pelo governo.
O antigo Fundo PIS/Pasep foi instituído para incrementar a renda de trabalhadores formais e servidores públicos entre 1971 e 1988, sendo distinto do abono salarial pago atualmente. É crucial que os beneficiários solicitem os valores, pois o governo busca garantir que os montantes sejam resgatados antes de serem incorporados definitivamente ao Tesouro Nacional após setembro de 2028, perdendo-se a chance de saque.
A consulta para verificar se há valores a receber pode ser realizada de forma prática por meio do site Repis Cidadão ou utilizando o aplicativo do FGTS.
Verifique a existência de dinheiro esquecido no antigo fundo PIS/Pasep
O saldo médio disponível para saque é de R$ 2,8 mil por pessoa, segundo informações governamentais, embora o montante exato varie conforme o tempo de serviço e o salário recebido na época. Todos os valores estão devidamente corrigidos pela inflação.
A plataforma Repis Cidadão oferece o procedimento detalhado para a retirada do dinheiro, incluindo orientações específicas para herdeiros, nos casos de falecimento do beneficiário. Para acessar, é imprescindível possuir uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
Se o ressarcimento não for solicitado até o limite de setembro de 2028, os valores serão permanentemente incorporados ao Tesouro Nacional, sem qualquer possibilidade de saque futuro.
Como consultar se você tem valores a receber?
Acesse o endereço eletrônico http://repiscidadao.fazenda.gov.br/;
Clique na opção “entrar com gov.br”. Caso não possua uma conta no sistema do governo federal, há um guia disponível para sua criação;
Realize o login com seu CPF e senha, e então clique em “autorizar” para prosseguir;
Informe o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário, que é o mesmo número do PIS e pode ser encontrado em diversos documentos;
Aperte em “pesquisar”. Se houver valores a serem sacados, o site fornecerá as orientações necessárias para as próximas etapas.
Entenda como localizar o seu número PIS/NIS
NIS é a sigla para Número de Identificação Social. Trata-se de uma sequência de 11 dígitos fornecida pela Caixa Econômica Federal.
Este cadastro é necessário tanto para quem trabalha com carteira assinada quanto para aqueles que desejam ter acesso a programas sociais, como o Bolsa Família.
Os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) são os mesmos. A diferença reside em sua origem: enquanto o NIS é gerado no momento em que alguém passa a utilizar benefícios sociais, o PIS é atribuído quando a carteira de trabalho é assinada pela primeira vez.
O número do NIS pode ser consultado tanto em formatos físicos quanto digitais por meio de diversos canais do governo. Veja a seguir:
- No extrato do FGTS: é possível conferir o número do PIS dentro de um dos contratos registrados no aplicativo.
- No Cartão Cidadão: o número do NIS está identificado logo abaixo do nome do beneficiário e acima da data de emissão do cartão.
- Pelo Meu INSS: no site, o número do NIS aparece como NIT, na parte dos dados cadastrais. A consulta também pode ser feita pelo telefone da Previdência Social (135), de segunda a sábado, das 7h às 22h.
- No CadÚnico: é possível encontrar o NIS após preencher informações pessoais no site CadÚnico ou pelo aplicativo.
Procedimentos para solicitar o ressarcimento dos valores
O trabalhador pode formalizar o pedido de ressarcimento em uma agência da Caixa Econômica Federal ou fazer a solicitação pelo aplicativo do FGTS.
No aplicativo, é preciso fazer login, acessar a opção “mais”, selecionar “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as orientações para anexar os documentos exigidos.
Se o pedido for feito pelo próprio beneficiário, basta que ele tenha em mãos um documento de identidade oficial.
Já no caso de herdeiros, será necessário apresentar:
- Certidão PIS/PASEP/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação de dependentes habilitados à pensão por morte; ou
- Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador do benefício; ou
- Autorização judicial ou escritura pública assinada por todos os dependentes e sucessores, se capazes e concordantes, atestando por escrito a autorização do saque e declarando não haver outros dependentes ou sucessores conhecidos.
Saiba as datas e o cronograma dos pagamentos
Após a solicitação, a Caixa analisará o pedido e enviará as informações ao Ministério da Fazenda. O pagamento será realizado diretamente na conta bancária do interessado na Caixa ou por meio de conta poupança social digital, conforme o calendário estabelecido.
Entenda a história e a finalidade do antigo PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) foi instituído em 1970 com o propósito de fortalecer a poupança individual dos trabalhadores do setor privado.
Logo depois, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi lançado para servidores públicos civis e militares, inspirado no mesmo princípio.
Em 1975, os recursos dos dois programas foram transferidos para um único fundo: o Fundo PIS-Pasep, que parou de funcionar em 1988, quando foi substituído pelo abono salarial atual.
Em 2020, as cotas do fundo que não haviam sido sacadas foram transferidas para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, três anos depois, para uma conta única do Tesouro Nacional.
Desde então, a Caixa abriu a possibilidade para que os trabalhadores com dinheiro esquecido nas contas solicitem o ressarcimento dos valores.
O abono salarial atual — uma espécie de 14º salário, no valor de até um salário mínimo — é pago anualmente a trabalhadores com carteira assinada e servidores públicos que atendem aos requisitos do programa.
















