Eletrônicos mais caros em 2026: Apple e Microsoft anunciam reajustes para iPads, MacBooks e Xbox
O dia 25 de junho não trouxe boas notícias para os consumidores de tecnologia. Duas das maiores empresas do setor, Apple e Microsoft, confirmaram um aumento expressivo nos valores de seus produtos no mercado.
A Apple informou que elevará os preços de seus iPads e MacBooks, justificando a decisão pela incapacidade de absorver a escalada dos custos de chips de memória e armazenamento. Em um movimento similar, a Microsoft, responsável pela linha Xbox, comunicou que seus consoles terão um encarecimento de até 33% a partir do dia 1º de agosto.
Apesar dos reajustes, a Apple fez questão de salientar que seu principal produto, o iPhone, não será afetado por essa nova rodada de preços mais altos. A empresa atribuiu a necessidade dos aumentos à crescente demanda por data centers, fortemente impulsionada pela evolução da inteligência artificial.
Um dos modelos que sentirá o impacto é o MacBook Neo, notebook de entrada desenhado para competir com alternativas mais acessíveis do Windows e Chromebooks. Seu preço inicial saltou de US$ 599 para US$ 699, o que representa aproximadamente R$ 3.634, sem considerar impostos.
Reajustes significativos nos produtos da Apple
A companhia de Cupertino detalhou os principais ajustes de valores para alguns de seus dispositivos:
- MacBook Neo: de US$ 599 para US$ 699 (equivalente a uma mudança de R$ 3.114 para R$ 3.634);
- MacBook Air (512 GB): de US$ 1.099 para US$ 1.299 (passando de R$ 5.715 para R$ 6.755);
- MacBook Pro (1 TB): de US$ 1.699 para US$ 1.999 (subindo de R$ 8.835 para R$ 10.395);
- iPad Air (128 GB): de US$ 599 para US$ 749 (alterando de R$ 3.114 para R$ 3.894).
Além desses, a Apple também aplicou aumentos nos preços de ambas as versões do HomePod e do Apple TV. Após a divulgação desses dados, as ações da Apple tiveram uma queda de quase 5%, enquanto os papéis da Dell apresentaram um recuo superior a 8%.

Microsoft eleva o custo dos consoles Xbox
A notícia do encarecimento também alcançou o universo dos games, impactando diretamente o bolso dos jogadores. A Microsoft anunciou que os consoles Xbox terão um acréscimo de US$ 100 nas versões de 512 GB e de US$ 150 nos modelos de 1 TB.
Em comunicado, a empresa confirmou que, além dos aumentos, o modelo de 2 TB será descontinuado de sua linha de produtos.
Confira os novos valores para os consoles Xbox:
- Xbox Series S 512 GB: de US$ 399,99 para US$ 499,99 (equivalente a R$ 2.080 para R$ 2.600);
- Xbox Series S 1 TB: de US$ 449,99 para US$ 599,99 (passando de R$ 2.340 para R$ 3.120);
- Xbox Series X Digital 1 TB: de US$ 599,99 para US$ 749,99 (subindo de R$ 3.120 para R$ 3.900);
- Xbox Series X 1 TB (com leitor): de US$ 649,99 para US$ 799,99 (alterando de R$ 3.380 para R$ 4.160).
Esses novos valores representam uma continuação dos ajustes já implementados pela Microsoft no ano passado. Em outubro de 2025, por exemplo, a companhia já havia elevado os preços dos consoles nos Estados Unidos em valores que variavam entre US$ 20 e US$ 70.
A Microsoft detalhou que os custos com armazenamento e memória para os consoles já aumentaram mais de 2,5 vezes e a expectativa é que esses valores dupliquem novamente até a segunda metade de 2027.

Entenda os motivos por trás da escalada de preços
Os recentes comunicados demonstram que nem mesmo a Apple, globalmente reconhecida pela sua eficiente cadeia de suprimentos, conseguiu evitar a alta vertiginosa dos preços da memória, que agora começa a impactar todo o segmento de eletrônicos. A concorrência pela capacidade de processamento necessária para avanços em inteligência artificial está remodelando a economia dos componentes, afetando diretamente a oferta para dispositivos de consumo.
Empresas fabricantes de memória, como a Micron, estão priorizando o fornecimento para companhias de chips dedicados à inteligência artificial, como a Nvidia. Embora essa estratégia impulsione os lucros dessas fabricantes, ela inevitavelmente resulta na redução da disponibilidade de componentes essenciais para a produção de computadores, smartphones e outros eletrônicos de consumo.
Em um pronunciamento oficial, a Apple expressou: “Nunca testemunhamos um aumento tão significativo e rápido no custo de componentes. Até o momento, conseguimos resguardar nossos clientes desses aumentos, mas alcançamos um patamar em que se tornou imperativo elevar os preços de diversos produtos”.
A Microsoft corrobora que a crise de componentes também afeta severamente o segmento de consoles. Segundo a empresa, “toda a indústria de eletrônicos de consumo enfrenta a atual escassez de componentes, mas os efeitos são particularmente intensos para os consoles”.
A companhia ainda explicou que, diferentemente de celulares, computadores e outros dispositivos que frequentemente são vendidos com margem de lucro, os consoles são geralmente comercializados por um preço inferior ao seu custo de fabricação, o que os torna mais vulneráveis a esses choques de custos.

















