Dembélé encerra longa seca de gols pela França e impulsiona a equipe rumo ao mata-mata da Copa do MundoPor Thiago Lemos
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Ousmane Dembélé, atual Bola de Ouro, conseguiu finalmente superar um incômodo jejum de oito anos sem gols pela seleção francesa em grandes competições. O atacante, que não havia balançado as redes em Mundiais ou Eurocopas até a atual edição da Copa do Mundo, quebrou essa sequência negativa de forma decisiva.
Ao longo das Copas de 2018 e 2022, além das edições da Eurocopa de 2020 e 2024, e o primeiro jogo de 2026, o camisa 7 acumulou 19 partidas oficiais sem nenhum gol pela sua seleção.
A situação mudou drasticamente: Dembélé marcou quatro vezes nos últimos dois confrontos, entrando na disputa pela artilharia do torneio. Esse desempenho o coloca em alta para o jogo desta terça-feira contra a Suécia, que marca o início da fase de mata-mata às 18h (horário de Brasília). O vencedor do duelo garantirá sua vaga nas oitavas de final.
A ausência de gols pela seleção gerou fortes críticas ao jogador, apesar de seu brilho no Paris Saint-Germain, onde foi peça fundamental nos dois últimos títulos da Liga dos Campeões atuando frequentemente como um “falso 9”, com grande liberdade de movimentação próximo à área adversária. Essa dicotomia entre seu papel e desempenho no clube e na seleção era um ponto de constante debate.
Na estreia da França no Mundial, em confronto com Senegal, Dembélé começou a partida posicionado atrás de Kylian Mbappé, como um camisa 10, mas sua atuação não foi das melhores. Rapidamente, o técnico Didier Deschamps realocou Michael Olise para essa função e devolveu Dembélé à sua posição de origem, na ponta direita do ataque.
Antes de balançar as redes pela primeira vez em grandes competições na partida contra o Iraque, Dembélé recebeu apoio público e irrestrito tanto de seus colegas de equipe quanto do comandante técnico.
O técnico Didier Deschamps comentou sobre o atleta: “Em um clube, há partidas a cada três ou quatro dias. Com o Paris Saint-Germain, seu reconhecimento pessoal e a questão da Bola de Ouro lhe proporcionaram um merecido destaque. O Ousmane é extremamente dedicado e focado, assim como todos os outros jogadores, e possui uma grande vontade de ter um bom desempenho e ser decisivo, tal como demonstra com regularidade em seu clube”.
Deschamps ainda complementou: “Mesmo que, na última temporada, ele tenha enfrentado, infelizmente, problemas físicos decorrentes da grande sequência de jogos. Nós lhe concedemos o tempo necessário, assim como a todos os demais jogadores. Desde nossa chegada aqui, a situação tem sido complexa para todo o grupo, mas ter Ousmane em seu melhor nível representa um diferencial enorme para a seleção francesa”.
Após um início de Copa em que Mbappé e Olise roubaram a cena, Dembélé emergiu como o principal nome na rodada final da fase de grupos, anotando um hat-trick na vitória por 4 a 1 sobre a Noruega, que assegurou a liderança do Grupo I para os franceses.
O auxiliar técnico Guy Stéphan defendeu o jogador, afirmando: “Como qualquer ser humano, ele sente a crítica quando ela surge, e sempre conseguiu dar uma resposta positiva em campo”.
Nos momentos de maior brilho da seleção francesa ao longo da competição, o setor ofensivo se destacou, com Mbappé atuando mais avançado, Doué pela esquerda, Dembélé na direita e Olise centralizado, exercendo a função de um meia articulador.
Os dados estatísticos confirmam o grande poder de fogo da bicampeã mundial: Mbappé e Dembélé estão na corrida pela artilharia da Copa do Mundo, ambos com quatro gols. Apenas Lionel Messi, com seis, marcou mais vezes até o momento no torneio.







