Eliminação da Alemanha na Copa aprofunda crise e coloca futuro de Nagelsmann em xequePor Thiago Lemos
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A seleção da Alemanha sofreu mais uma decepção na Copa do Mundo ao ser eliminada de forma precoce pela terceira vez consecutiva. Após quedas na fase de grupos em 2018 e 2022, a equipe foi superada pelo Paraguai nos pênaltis nesta segunda-feira, pondo fim às aspirações de conquistar o pentacampeonato em 2026 muito antes do previsto.
Considerada uma das principais candidatas ao título no início do torneio, a Alemanha encerrou sua jornada na inédita segunda fase. Na etapa anterior, a equipe obteve vitórias contra Curaçao e Costa do Marfim, mas foi derrotada pelo Equador. Essa campanha abaixo das expectativas e o resultado final preocupante geram incertezas sobre a continuidade do trabalho do técnico Julian Nagelsmann.
O cenário de críticas, que já era intenso antes da disputa de pênaltis decisiva, intensificou-se drasticamente. Veículos da imprensa alemã descreveram a eliminação como um “desastre” e apontaram o “fiasco” da trajetória da seleção no Mundial.
A saída prematura da Copa intensifica a pressão sobre a posição de Nagelsmann. Jürgen Klopp, atualmente atuando como comentarista de televisão e diretor global de futebol na Red Bull, figura entre os nomes mais mencionados para uma possível substituição. Ele, inclusive, não tem se calado em relação às deficiências do técnico atual.
“Existem 500 mil maneiras de vencer uma partida de futebol. Você só precisa encontrar uma. Só havia um gol, um sonho, e ele foi destruído. Foi dramático. Não conseguimos jogar bem”, declarou Klopp após a eliminação.
As críticas de Klopp ao desempenho da seleção já se manifestavam durante o torneio, antes mesmo da eliminação. Antes do jogo de estreia, ele questionou publicamente a escalação, afirmando “felizmente, Julian Nagelsmann ainda é quem escolhe a equipe”, mesmo para a partida em que a Alemanha goleou Curaçao por 7 a 1. Posteriormente, o comentarista retratou-se, classificando sua fala como “idiota”.
Mesmo sem mencionar Nagelsmann diretamente, Klopp retomou as críticas ao desempenho alemão. Após a derrota por 2 a 1 para o Equador, que encerrou a fase de grupos, o comentarista detalhou falhas da equipe. “Perder a bola já é ruim, mas perder em zonas erradas é uma catástrofe. Foi o que nos aconteceu. Fomos engolidos nos duelos no centro do terreno. Era óbvio o que queríamos fazer. A seleção pode, obviamente, fazer muito melhor. O futebol tem de ser temperado com paixão, intensidade e emoção”, observou Klopp.
Klopp consolidou sua reputação global como treinador através de passagens marcantes. Sua carreira inclui sete anos no Mainz (de 2001 a 2008), um período similar de sete anos no Borussia Dortmund (2008 a 2015) e nove anos de sucesso no Liverpool (2015 a 2024), culminando com a conquista da prestigiada Liga dos Campeões da Europa na temporada 2018-19.
Apesar da especulação em torno de Klopp como um possível substituto, Rudi Völler, diretor técnico da seleção alemã, expressou confiança em Nagelsmann após a eliminação. “Continuo convencido de que ele provavelmente é o certo”, afirmou Völler.
O revés contra o Paraguai se soma a uma sequência de resultados frustrantes da Alemanha nas edições recentes da Copa do Mundo. Nas competições de 2018 e 2022, o desempenho foi ainda mais fraco, com a seleção sendo eliminada precocemente na fase de grupos em ambas as ocasiões.
Contudo, o episódio atual trouxe um novo e doloroso marco: pela primeira vez em toda a história da Copa do Mundo, a seleção alemã foi derrotada em uma disputa de pênaltis. Este fato é notável, pois tradicionalmente, a Alemanha era conhecida por sua precisão e frieza em decisões por pênaltis, um pilar de sua reputação de resiliência em grandes torneios.







