Gols de Harry Kane e atuação de Jude Bellingham impulsionam Inglaterra em vitória suada sobre a RD Congo na CopaPor Thiago Lemos
Atualizado 7 min de leitura
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O Campeonato Mundial de 2026 vem sendo referido por muitos como a “Copa dos Protagonistas”, e a seleção da Inglaterra demonstrou possuir dois atletas à altura dessa definição. Jude Bellingham e Harry Kane foram fundamentais para que o time superasse as dificuldades coletivas que enfrentou contra a República Democrática do Congo. Enquanto o meio-campista exibiu um desempenho de alto nível mais consistente, o atacante foi o responsável por dois gols decisivos.
O centroavante Harry Kane alcançou a marca de cinco gols em quatro partidas no torneio, figurando entre os vice-artilheiros. A equipe inglesa agora se prepara para enfrentar o México na próxima fase. A República Democrática do Congo teve um desempenho superior na primeira etapa da partida, pegando de surpresa aqueles que antecipavam uma postura mais defensiva, similar às suas atuações contra grandes seleções na fase de grupos. O time africano exibiu um repertório ofensivo mais elaborado no começo, mas não resistiu à pressão exercida.
Mudanças táticas na escalação da Inglaterra para o confronto
Para o jogo, o técnico Thomas Tuchel optou por incluir Spence na lateral-direita. Quansah e Reece James estavam entre os convocados, mas não em sua melhor forma física. Rice retornou ao meio-campo, e Madueke atuou como ponta-direita. Jogadores como Saka e Stones iniciaram a partida no banco de reservas. A dupla de zaga, Konsa e Guéhi, foi mantida.
Por sua vez, Sébastien Desabre, treinador da República Democrática do Congo, decidiu por uma formação com quatro defensores, diferentemente das partidas contra Portugal e Colômbia. Sadiki foi escalado no lugar de Edo Kayembe no setor central. Mbuku e Cipenga permaneceram como pontas, enquanto Bakambu iniciou a disputa no banco.
Desempenho inicial da República Democrática do Congo surpreende a equipe inglesa
A Inglaterra se viu diante de um cenário de jogo inesperado e aparentou estar significativamente desestabilizada pelos acontecimentos iniciais da partida. A surpresa começou com a estratégia da República Democrática do Congo, que dominou a posse de bola. Os africanos procuraram trabalhar com a esfera e progredir de forma coordenada para o ataque.
A equipe congolesa liberava seus laterais e permitia as movimentações de Mbuku, que saía da direita para o centro, além dos avanços de Cipenga em direção à grande área. Sadiki e Mudau demonstraram grande atividade e mobilidade na intermediária adversária. A seleção inglesa, por sua vez, parecia despreparada para essa tática, com uma marcação ineficaz. Houve pouca intensidade na abordagem aos jogadores com a bola, desarticulação entre os setores e a área defensiva estava mal protegida.
A desvantagem no placar veio cedo, aos seis minutos. Mbemba lançou Sadiki em direção à área, mas a bola ultrapassou tanto ele quanto Spence, chegando livre para Cipenga finalizar e abrir o placar. Eliott Anderson falhou ao não acompanhar a infiltração de Sadiki, criando o espaço que o lateral inglês tentou cobrir sem sucesso. O gol da República Democrática do Congo desestabilizou os europeus, que corriam o risco de levar mais gols.
A pausa para hidratação provou ser um momento crucial, pois reduziu a série de erros técnicos, a insegurança e as decisões apressadas que permitiam à República Democrática do Congo rondar a área e jogar com tranquilidade. Naturalmente, a Inglaterra conseguiu aumentar seu domínio de bola no setor ofensivo, forçando os “Leopardos” a adotar uma postura mais defensiva, embora não tenham desistido de atacar com bravura e organização.
Mesmo sem uma definição clara na ocupação de espaços e na coordenação de movimentos coletivos, os ingleses apresentaram uma melhora. Madueke e Spence contribuíram significativamente para criar jogadas pela direita e realizar cruzamentos na área. O ponta-direita executou dois levantamentos que apenas não resultaram em gols devido à boa atuação da defesa adversária.
O goleiro Mpasi realizou uma defesa notável em uma cabeçada de Bellingham, e Wan-Bissaka, que teve uma primeira etapa excelente, evitou um gol de Rashford ao salvar a bola sobre a linha. Momentos antes, Bellingham já havia parado no arqueiro após cabecear um ótimo cruzamento de Rice. Observaram-se algumas brechas nas bolas aéreas direcionadas ao setor de Mbemba, embora Tuanzebe, por outro lado, estivesse ganhando a maioria dos duelos e transmitindo segurança.
Houve reclamações de pênalti por parte da Inglaterra em um passe em profundidade para Harry Kane, que driblou o goleiro e foi tocado. O árbitro, contudo, avaliou que o contato não foi suficiente para a marcação da penalidade. O atacante quase conseguiu o empate nos acréscimos, ao chutar com potência após um escanteio, mas Mpasi novamente interveio para corrigir uma falha na marcação de Mbemba.
Enquanto o ataque mostrava sinais de melhora, o setor defensivo inglês permanecia abaixo do esperado. A equipe demonstrava descoordenação na pressão, falhas de posicionamento em inversões de jogadas e insegurança na proteção da área. Yoane Wissa esteve perto de ampliar o placar, finalizando uma bela jogada coletiva que ele próprio havia iniciado, mas a bola acabou na trave.
Após os primeiros vinte minutos desfavoráveis, que afetaram toda a equipe, Bellingham demonstrou uma reação e se tornou o jogador mais ameaçador. Visivelmente insatisfeito com o andamento da partida, ele buscou o empate de diversas maneiras. O meio-campista criou duas jogadas perigosas logo no início da segunda etapa. Em uma delas, serviu Rashford em um contra-ataque, mas a finalização foi para fora, atingindo a rede pelo lado externo. Em outra, ele novamente parou em Mpasi, com um chute de pé esquerdo.
Ainda havia pouca coesão no jogo coletivo do “English Team”. As ações ofensivas se limitavam principalmente a cruzamentos de Madueke para uma área já preenchida por defensores e às iniciativas individuais de Bellingham. O técnico Tuchel realizou suas primeiras alterações aos 15 minutos, colocando Saka e Gordon nos lugares de Rashford e Madueke. Pelo lado africano, Mbuku, que foi um dos destaques, foi substituído por Elia na ponta-direita.
Ajustes táticos de Tuchel para buscar a virada inglesa
Imediatamente após a pausa para hidratação, Tuchel optou por substituir Spence e inserir Eze, formando uma dupla de meias com Bellingham. Rice foi deslocado para a lateral-direita. Essa reorganização tática conferiu mais disciplina ao time para desenvolver jogadas pelo lado direito, e a equipe se beneficiou das infiltrações de Eze e Rice entre os defensores na construção do gol de empate.
Gordon recebeu a bola pela esquerda na sequência da jogada e efetuou um cruzamento preciso para Kane balançar as redes. O atacante conseguiu se desvencilhar da marcação de Tuanzebe e superou Mpasi em uma finalização que parecia defensável. O gol impulsionou a confiança dos ingleses na busca pela virada. Pouco depois, Edo Kayembe e Bongonda entraram em campo pelos africanos, enquanto Cipenga e Mukau foram substituídos.
Além das jogadas aéreas, a Inglaterra começou a construir chances de gol por meio de passes rasteiros. Eliott Anderson teve uma atuação ascendente, Gordon entrou bem, e Bellingham permaneceu sendo um jogador influente, mas a determinação de Harry Kane para decidir a partida já estava evidente. Foi essa combinação que permitiu à Inglaterra conquistar a vitória nos instantes finais do tempo regulamentar.
Kane sela a virada com gol espetacular no final da partida
Kane recebeu a bola na entrada da área em uma elaborada jogada que envolveu Anderson, Bellingham e Gordon, e finalizou com notável força e exatidão no ângulo esquerdo de Mpasi, impossibilitando qualquer defesa. A República Democrática do Congo ainda tentou reagir nos minutos finais em busca de um novo empate, mas o placar da partida já estava definido.







