Inglaterra avança na Copa do Mundo 2026, mas desempenho gera fortes críticas e preocupação em casaPor Beatriz
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O técnico da seleção da Inglaterra, Thomas Tuchel, está enfrentando uma série de desafios significativos no Reino Unido, às vésperas do início da fase eliminatória do torneio. O confronto pelas oitavas de final contra a República Democrática do Congo é visto como um momento crucial para o time.
Apesar de ter acumulado sete pontos na fase de grupos, com destaque para a performance artilheira de Harry Kane, do Bayern de Munique, e a notável evolução de Jude Bellingham, a campanha inglesa na Copa do Mundo, à primeira vista, parece estar dentro do esperado. No entanto, uma crescente inquietação se instala na nação, especialmente antes do embate contra os adversários africanos, com Thomas Tuchel no centro das atenções negativas. Diversos especialistas televisivos e veículos de imprensa britânicos estão criticando severamente o treinador alemão dos “Três Leões”.
Opiniões de ex-jogadores e a visão sobre o elenco
Roy Keane, comentarista da ITV, expressou sua preocupação, afirmando que Tuchel “não tem a mínima ideia de qual seria seu melhor time titular”, considerando a situação desfavorável. Gary Neville, outro ex-jogador da seleção, corroborou, indicando que o técnico não deve estar plenamente satisfeito com o cenário atual. As expectativas para a partida de quarta-feira, em Atlanta, contra a República Democrática do Congo (programada para 18h CET), permanecem altas, apesar de algumas reservas.

Desempenho em campo gera desinteresse tático
A aspiração de conquistar o primeiro título mundial desde 1966 parece cada vez mais distante, dada a falta de brilho nas apresentações da equipe. Tuchel é alvo de observações parecidas às que seu antecessor, Gareth Southgate, recebia por anos, focadas na escassez de espetáculo, na pouca criatividade e na execução falha. Em sua coluna para o Telegraph, Jamie Carragher destacou que a Inglaterra “não consegue pensar em nada contra uma equipe que se fecha na defesa e nos obriga a encontrar alguma genialidade para quebrar o impasse”.
Dúvidas sobre a formação da equipe e escolhas técnicas
O processo de montagem do plantel representa um desafio para o ex-comandante de Bayern e Dortmund. Um ex-jogador da seleção sugeriu que, ao convocar 26 atletas, Tuchel deveria incluir “pelo menos um mágico”, um jogador “com o fator X, que tenha um perfil diferente de todos os outros”. Alan Shearer, ícone do futebol, criticou a possível ausência de Cole Palmer, descrevendo-a como “simplesmente errada”, visto que Palmer marcou na final da Eurocopa e se destacou no Mundial de Clubes contra o Paris Saint-Germain.
Especialistas questionam a visão tática da seleção
A ausência de nomes como Phil Foden e Trent Alexander-Arnold é apontada como um fator que compromete a capacidade criativa do time. Paul Merson, ex-jogador da seleção alemã, observou que outras seleções apresentam um setor ofensivo “mais forte”. Winfried Schäfer, outro ex-treinador alemão, durante sua participação como comentarista na televisão iraniana, criticou que Tuchel “simplesmente carece de visão tática”. A avaliação do jornal The Guardian foi direta: “Do jeito que jogam, não vão ganhar a Copa do Mundo”.
Apelo de Tuchel por serenidade e promessa de melhora
Contudo, o treinador dos “Três Leões” tenta acalmar os ânimos. Tuchel afirmou que “o torneio recomeça na fase eliminatória”, e que a equipe “ficará mais forte” à medida que os jogos se tornarem mais decisivos. Ele prometeu uma evolução, algo essencial para amenizar as críticas incessantes da imprensa britânica e dos comentaristas televisivos.







