Tore Flo: ex-carrasco da seleção brasileira agora comanda a base norueguesa e reforça seu legado no esportePor Carolina Costa
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A Noruega, adversário histórico da seleção brasileira, mantém um tabu notável de invencibilidade contra o Brasil, especialmente nas oitavas de final da Copa do Mundo, neste domingo. Essa notória série de resultados tem um protagonista: o ex-centroavante Tore André Flo, responsável por três gols em dois dos quatro confrontos entre as equipes. Conhecido como “Flonaldo” pelos brasileiros, Flo, atualmente com 53 anos e exercendo a função de treinador, é reverenciado como um verdadeiro ícone em sua nação.
Enquanto Erling Haaland se destaca como a principal estrela do futebol norueguês na atualidade, Tore Flo possuía um perfil atlético e uma trajetória profissional com algumas semelhanças, embora sem alcançar o mesmo patamar de desempenho e títulos do camisa 9 contemporâneo. Com 1,93m de altura e uma notável agilidade, Flo foi uma figura crucial para o Chelsea nos anos 1990, quando o clube inglês ainda não era a potência global de hoje. Ele registrou 50 gols em 164 partidas entre 1997 e 2000, conquistando a Copa da Inglaterra na temporada 1999/2000 como seu principal troféu pelo time londrino.
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O começo da carreira de Flo ocorreu no Stryng, um clube norueguês, e grande parte de sua trajetória no futebol se desenvolveu em seu país de origem, onde sempre demonstrou desempenho consistente. Antes de sua mudança para a Inglaterra e a defesa das cores do Chelsea, ele atuou por equipes como Sogndal, Tromso e Brann. Posteriormente, sua jornada profissional o levou a clubes como Rangers, na Escócia, Sunderland, na Inglaterra, Siena, na Itália, Valerenga, novamente na Noruega, Leeds United, na Inglaterra, e MK Dons, também na Inglaterra, antes de retornar ao Sogndal para encerrar sua vida nos gramados. Notavelmente, ele chegou a se aposentar e a retornar aos campos em duas ocasiões.
Atualmente, Tore Flo dedica-se à formação de novos talentos como treinador da seleção norueguesa sub-17, posição que assumiu em fevereiro de 2025. Anteriormente, ele já havia contribuído para a seleção sub-21, atuando como auxiliar técnico. Durante seu período no Chelsea, desempenhou funções diversas, incluindo embaixador do clube, trabalho nas categorias de base e desenvolvimento, além de gerenciar o setor de jogadores emprestados. Sua única experiência como técnico principal de uma equipe profissional ocorreu no Sogndal, onde esteve no comando entre 2022 e 2024, mas não obteve títulos.
Relembrando os confrontos marcantes contra a seleção brasileira
Pela seleção principal da Noruega, Tore Flo acumulou 23 gols em 76 partidas, igualando-se a Ole Gunnar Solskjaer como o sétimo maior artilheiro da equipe nacional. Entre os três tentos que ele balançou as redes contra o Brasil, o mais lembrado foi o gol de empate na surpreendente virada por 2 a 1, ocorrida durante a fase de grupos da Copa do Mundo de 1998, um resultado que chocou o mundo do futebol.
Naquela partida inesquecível, todos os gols foram assinalados na reta final do segundo tempo. O Brasil saiu na frente com Bebeto, mas Flo igualou o marcador em uma jogada espetacular, driblando Júnior Baiano com uma caneta e superando Taffarel. Pouco depois, o próprio Flo foi derrubado na área, resultando no pênalti que Rekdal converteu, selando a virada histórica. Aquele triunfo representou um feito quase milagroso para a seleção norueguesa, considerada mais modesta na época do que o time atual, assegurando uma classificação inesperada para a fase eliminatória contra o então atual campeão mundial, o Brasil.
Cerca de um ano antes do confronto na Copa do Mundo, o atacante norueguês já havia causado impacto na equipe brasileira. Em um amistoso disputado em 1997, a Noruega venceu por 4 a 2, e Flo foi o autor de dois gols. Um deles foi o segundo da Noruega, finalizando um desvio de Leonhardssen após um cruzamento, e o terceiro, que veio de uma assistência precisa de Alfie Haaland, pai do atual astro Erling Haaland, que cruzou pela direita. Ele ainda contribuiu com uma assistência de cabeça para o quarto gol, marcado por Ostentad. Esse placar expressivo pôs fim a uma invencibilidade da seleção brasileira que durava mais de três anos.















