Atletas da Bélgica celebram com ‘dancinha’ de Donald Trump e causam polêmica em jornais do paísPor Thiago Lemos
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A conduta dos jogadores da seleção belga, após o triunfo de 4 a 1 sobre os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo, gerou grande repercussão na mídia da Bélgica. No jogo realizado na última segunda-feira (6), após o quarto gol marcado por Romelu Lukaku, vários atletas imitaram a famosa “dancinha” do ex-presidente americano Donald Trump. O gesto ocorreu em meio a uma controvérsia anterior envolvendo a suposta influência de Trump na anulação de uma suspensão do atacante Folarin Balogun.
O jornal “Circus Daily” avaliou a festa dos atletas como o “ponto alto” de uma apresentação impecável da Bélgica. A publicação sugeriu que a atitude serviu como uma “mensagem discreta” direcionada a Trump, ajudando a dissipar a polêmica que pairava sobre a situação.
Em sua capa, o “Daily Circus” estampou: “Quando Romelu Lukaku comemora seu gol com a famosa dança do presidente americano!”.
Já o portal “Het Laatste Nieuws (HLN)” classificou a dança como “descoordenada” e interpretou a celebração como uma forma de “troco”. A matéria ressaltou: “Isso, sim, é dar o troco. Permanece a expectativa sobre a reação de Trump a essas imagens”.
A manchete do HLN indagou: “O que Donald Trump vai achar disso? Diabos Vermelhos comemoram gol imitando a famosa dancinha do presidente americano”.
O periódico “Voetbalkrant” destacou o ato como uma “celebração inesquecível” e uma clara “provocação a Trump” em seu título. O veículo informou que o ocorrido divertiu os próprios jogadores e foi visto como um “sinal” em resposta ao ex-presidente dos Estados Unidos.
A manchete do “Voetbalkrant” intitulou: “Diabos Vermelhos zombam de Trump: celebração marcante após a partida”.
Entretanto, o “Voetbalkrant” pontuou que nenhum jogador confirmou oficialmente a relação direta da comemoração com a controvérsia. Mesmo assim, o “Sporza” noticiou que o meio-campista Axel Witsel declarou, após o confronto, que a ideia da dança surgiu “do grupo”.
O “Sporza” reportou: “Alfinetada em Donald Trump como vingança definitiva: Diabos Vermelhos comemoram com a dancinha viral do presidente, que foi uma ‘ideia do grupo'”.
A controvérsia, amplamente coberta pela imprensa belga, tem suas raízes na intervenção de Donald Trump no caso de Folarin Balogun. O atacante, que havia recebido um cartão vermelho em uma partida anterior contra a Bósnia e Herzegovina, teve sua suspensão automática de um jogo revogada pela FIFA. O então presidente dos Estados Unidos, em um movimento incomum para um chefe de estado, chegou a contactar Gianni Infantino, dirigente máximo da organização, para solicitar uma revisão do cartão vermelho aplicado pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Apesar do contato, Infantino negou publicamente qualquer interferência nas decisões do Comitê Disciplinar da FIFA.
Balogun iniciou como titular no jogo contra a Bélgica, mas teve um desempenho discreto em campo. A equipe belga conquistou uma vitória expressiva, garantindo sua classificação para as quartas de final da Copa do Mundo, onde enfrentará a Espanha na partida marcada para a próxima sexta-feira (9).







