Luiz Henrique perde espaço e não joga as últimas quatro partidas da seleção na Copa do MundoPor Thiago Lemos
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Luiz Henrique chegou à Copa do Mundo com a expectativa de ser uma peça importante, visto por muitos como um 12º jogador e com chances de conquistar a titularidade no setor ofensivo. Contudo, em pouco mais de um mês, a realidade do jogador na Seleção Brasileira se alterou drasticamente, levando à sua não utilização nos jogos finais.
Mesmo com a ausência de nomes importantes, como Raphinha, que joga na mesma posição, o técnico Carlo Ancelotti decidiu manter Luiz Henrique fora das últimas quatro partidas que o Brasil disputou na competição.

A única oportunidade do jogador do Zenit no Mundial aconteceu na primeira partida, contra Marrocos, onde ele esteve em campo por quarenta minutos, entrando aos quinze do segundo tempo e permanecendo até o fim da prorrogação, aos cinquenta e cinco.
Naquele embate, o desempenho de Luiz Henrique foi discreto, sem qualquer finalização ou cruzamento registrado, com apenas uma recuperação de bola, doze passes precisos e seis lances de quebra da linha defensiva adversária.
Já na segunda rodada, enfrentando o Haiti, Ancelotti optou por Rayan para substituir Raphinha, e o atacante mais jovem soube capitalizar a oportunidade. Seu destaque foi evidente, principalmente na movimentação sem a posse de bola, o que lhe garantiu a titularidade no jogo posterior, contra a Escócia, contribuindo para o primeiro gol com uma recuperação de bola crucial no setor ofensivo.
A escolha por Rayan foi influenciada por sua característica de oferecer maior amplitude ao time, permanecendo mais próximo à linha lateral. Em contrapartida, Luiz Henrique tem um estilo que o direciona a carregar a bola para o centro do campo, o que, apesar de ser uma qualidade, poderia gerar um vazio na lateral, exigindo um defensor com vocação mais ofensiva, algo que não se encaixa nas características de Danilo.
No confronto que selou a eliminação diante da Noruega, Ancelotti utilizou uma estratégia incomum durante sua passagem pela Seleção. A fim de encaixar Neymar no ataque, Endrick foi deslocado para a ponta direita, uma alteração que se revelou pouco eficiente tanto no ataque quanto na defesa, já que ambos os gols da equipe europeia foram originados justamente por aquele lado do campo.
Em uma publicação em sua conta oficial, Luiz Henrique externou seus sentimentos: “A eliminação dói. Faz parte de quem sonha grande. Mas também faz parte do esporte levantar, aprender e seguir em frente, sempre honrando o nosso país e essa camisa, com muito respeito e orgulho.”
O treinador Ancelotti, por sua vez, evitou comentar publicamente sobre a redução do tempo de jogo do atacante nas suas coletivas durante o campeonato.
Antes do início da Copa, o atleta do Zenit estava entre os quatro jogadores com mais participações sob o comando do técnico italiano, com sete dos doze jogos disputados, sendo superado apenas por Bruno Guimarães, Casemiro, Matheus Cunha e Vini Jr.
Além de Luiz Henrique, outros atletas também viram sua relevância diminuir na Seleção ao longo do Mundial, como Ibañez e Igor Thiago, que iniciaram como titulares na primeira partida e, depois, não foram mais chamados para atuar.
Apenas quatro jogadores da lista de Ancelotti para o torneio não tiveram chance de entrar em campo: os goleiros Ederson e Weverton, e os zagueiros Bremer e Léo Pereira.







