Moana live-action estreia com previsão de US$ 130 mi e pressão por bilheteria recordePor Maria
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A Disney projeta uma estreia global de US$ 130 milhões para a versão live-action de “Moana”, seu sucesso de animação de 2016, com a expectativa de superar US$ 60 milhões em arrecadação nas bilheterias domésticas. O estúdio demonstra otimismo em cativar o público novamente com a história, apesar do recente lançamento de outra produção da franquia.
Dirigido por Thomas Kail, conhecido por seu trabalho em “Hamilton” e produções do Disney+, o filme traz Dwayne Johnson reprisando o papel do semideus Maui. Catherine Laga’aia assume o papel principal de Moana, substituindo Auli’i Carvalho da animação original.
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Um dos desafios para esta nova versão é a possível “fadiga de Moana”, dado que a sequência animada, “Moana 2”, foi lançada nos cinemas apenas 19 meses antes. A produção live-action foi aprovada pelo ex-CEO da Disney, Bob Iger, antes de a série do Disney+ ser convertida em um novo longa-metragem animado. “Moana 2” obteve um desempenho notável, arrecadando US$ 225,4 milhões em cinco dias na América do Norte durante o feriado de Ação de Graças e totalizando US$ 1 bilhão mundialmente. Para comparação, o primeiro “Moana” (2016) faturou US$ 82 milhões em sua estreia de cinco dias.
No contexto do atual cenário de bilheterias de verão, o filme também precisa navegar por um período de desempenhos mistos. Enquanto “Supergirl” (Warner Bros./DC) e “Minions & Monsters” (Illumination/Universal) tiveram aberturas abaixo do esperado, a expectativa é que “Odyssey” (Universal) e “Homem-Aranha: Um Novo Dia” (Sony/Marvel Studios) se tornem grandes sucessos. A bilheteria doméstica geral está próxima de atingir a marca de US$ 5 bilhões, representando um aumento de 13% em relação a 2025, e o período de verão já acumulou US$ 2,3 bilhões, 12% a mais que no ano passado.
A Disney mantém sua confiança, baseada na popularidade duradoura do filme original “Moana”, que registra 1,5 bilhão de horas assistidas e figura anualmente entre os dez títulos mais vistos do Disney+ desde sua criação em 2019. Para a versão live-action, as projeções iniciais indicam uma abertura de US$ 75 milhões na América do Norte, embora a venda antecipada de ingressos, em torno de US$ 4 milhões, sugira um valor acima de US$ 60 milhões. O filme será exibido em 3.900 cinemas, com suporte para formatos como IMAX, PLF, 3D e 4DX, e o público-alvo são mulheres e famílias.
No mercado internacional, a produção terá uma ampla presença, cobrindo 91% dos territórios, com exceção do Japão (estreia em julho) e da Itália (estreia em agosto). A expectativa é que a arrecadação internacional fique entre US$ 70 milhões e US$ 75 milhões. Em termos comparativos, o live-action de “Como Treinar o Seu Dragão” (Universal/DreamWorks Animation) teve uma estreia internacional de US$ 96 milhões, enquanto “A Pequena Sereia” (Disney, 2023) abriu com US$ 61 milhões no exterior. Mercados como América Latina, Austrália/Nova Zelândia, França, Alemanha e Reino Unido são considerados fortes para “Moana”, enquanto a Ásia-Pacífico apresenta mais desafios, com o Japão sendo uma possível exceção (onde “Moana 2” faturou mais de US$ 33 milhões).
Até o momento, não foram divulgadas críticas oficiais para o live-action de “Moana”. A estreia em Los Angeles está programada para hoje à noite no Hollywood Bowl, e as pré-estreias nos Estados Unidos terão início na quinta-feira, às 14h.
Outros destaques do fim de semana nas bilheterias
A Warner Bros. lançou “Evil Dead Burn” em 3.000 cinemas nos Estados Unidos, esperando arrecadar mais de US$ 10 milhões. A sequência de “Evil Dead Rise”, um reboot de 2023, é dirigida por Sébastien Vanicek e estrelada por Hunter Doohan. O enredo gira em torno de uma família perseguida por maldições e mortos-vivos. “Evil Dead Rise” originalmente seria lançado no HBO Max, mas a Warner optou pelo cinema, onde faturou US$ 24,5 milhões na estreia nos EUA, totalizando US$ 67,2 milhões no país e mais de US$ 147 milhões mundialmente, com um custo de produção de US$ 15 milhões.
“Evil Dead Burn” apresenta uma preferência geral ligeiramente inferior a “Evil Dead Rise”. Contudo, o filme, classificado para maiores de 18 anos, tem maior apelo entre o público feminino em geral e homens com mais de 25 anos.
A Sony Pictures Classics estreou a comédia “Gail Daughtry and the Celebrity Sex Pass” em 1.200 cinemas. Adquirida no Festival de Sundance, a trama segue Zoey Deutch como uma cabeleireira de cidade pequena que busca vingança em Hollywood e se apaixona por Jon Hamm, que contracena com John Slattery. O filme recebeu 81% de aprovação da crítica.
“The Invite”, da Annapurna, dirigido por Olivia Wilde e produzido pela A24, expande para 1.600 salas em seu terceiro fim de semana, após 28 exibições na semana anterior. Tanto “Gail Daughtry” quanto “The Invite” devem arrecadar menos de US$ 5 milhões cada neste fim de semana.
Na sua segunda semana, “Minions & Monsters”, da Illumination/Universal, deve registrar uma queda de 45% nas bilheterias, com uma arrecadação estimada em torno de US$ 20 milhões. O filme acumulou um total de US$ 67,9 milhões nos Estados Unidos e Canadá até a última segunda-feira.
















