Liberação de cotas esquecidas do PIS/Pasep segue em julho de 2026; consulte seu direito ao abono salarialPor Luís Henrique Costa
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Os pagamentos de um novo lote de valores esquecidos do antigo fundo PIS/Pasep continuam sendo liberados nesta semana de 12 de julho, beneficiando quem solicitou o ressarcimento até o final de maio. Esta fase abrange trabalhadores que ainda não haviam sacado suas cotas do fundo.
Para aqueles que realizaram a solicitação do ressarcimento até a terça-feira, 30 de junho, a próxima liberação está agendada para 27 de julho, conforme o cronograma oficial divulgado pelo governo federal. O portal Mix Vale detalha a seguir como realizar a consulta, solicitar os valores e quais são os próximos prazos.
Criado para complementar a renda de empregados do setor privado e funcionários públicos entre os anos de 1971 e 1988, o antigo fundo PIS/Pasep é distinto do abono salarial homônimo que é pago nos dias atuais.
Para verificar a existência de valores a serem resgatados, o trabalhador tem à disposição duas ferramentas principais: o site oficial Repis Cidadão e o aplicativo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Entenda seus direitos: descubra se há valores do PIS/Pasep a serem sacados
O governo estima um saldo médio de R$ 2,8 mil por beneficiário, embora o montante exato varie significativamente de acordo com o período de trabalho e o salário da época. É importante ressaltar que todos os valores foram devidamente atualizados pela inflação, garantindo o poder de compra original.
Além de permitir a consulta, a plataforma Repis Cidadão oferece um guia completo sobre o processo de retirada dos valores, incluindo instruções detalhadas para herdeiros em situações de falecimento do beneficiário original. O acesso à ferramenta exige uma conta gov.br nos níveis prata ou ouro.
É crucial que os trabalhadores e herdeiros ajam antes de setembro de 2028, pois após essa data, os valores que não forem sacados serão permanentemente transferidos para o Tesouro Nacional, perdendo a possibilidade de resgate.
Como verificar a existência de cotas esquecidas do PIS/Pasep?
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Para realizar a consulta, siga os passos abaixo:
- Acesse a página do Repis Cidadão.
- Selecione a opção “entrar com gov.br”; caso ainda não possua uma conta, será necessário criá-la.
- Efetue o login utilizando seu CPF e senha cadastrados, e então clique em “autorizar”.
- Digite o NIS (Número de Identificação Social) do beneficiário, que corresponde ao número do PIS.
- Finalize clicando em “pesquisar” e siga as orientações fornecidas caso haja valores a serem resgatados.
Identificando seu número PIS/NIS: um guia completo para trabalhadores
O Número de Identificação Social (NIS) consiste em uma sequência numérica de 11 dígitos fornecida pela Caixa Econômica Federal.
Este registro é indispensável para trabalhadores com registro em carteira e para aqueles que buscam acesso a programas de assistência social, como o Bolsa Família.
Embora os números do NIS e do PIS (Programa de Integração Social) sejam idênticos, suas origens divergem: o NIS é atribuído ao indivíduo no momento em que ele começa a usufruir de benefícios sociais, enquanto o PIS é gerado no primeiro registro formal de trabalho.
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É possível consultar o número do NIS em formato físico ou digital, através de múltiplos canais oferecidos pelo governo. Confira abaixo algumas opções:
- Extrato do FGTS: O número do PIS pode ser encontrado em um dos contratos exibidos no aplicativo.
- Cartão Cidadão: O NIS está impresso logo abaixo do nome do titular e acima da data de emissão.
- Meu INSS: No portal, o número aparece como NIT na seção de dados cadastrais. A Central de Atendimento da Previdência Social (telefone 135), disponível de segunda a sábado, das 7h às 22h, também oferece a consulta.
- CadÚnico: Após o preenchimento de informações pessoais no site ou aplicativo do CadÚnico, o NIS estará visível.
Procedimentos para solicitar o ressarcimento das cotas do fundo
O pedido de ressarcimento pode ser protocolado diretamente em uma agência da Caixa Econômica Federal ou realizado por meio do aplicativo do FGTS.
No aplicativo, é necessário fazer login, selecionar a opção “mais”, depois “ressarcimento PIS/Pasep” e seguir as instruções para anexar os documentos solicitados.
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Para solicitações feitas pelo próprio beneficiário, basta apresentar um documento de identidade oficial. Contudo, no caso de herdeiros, a documentação exigida inclui:
- Certidão PIS/Pasep/FGTS, emitida pela Previdência Social, contendo a lista de dependentes com direito à pensão por morte; ou
- Declaração de dependentes habilitados à pensão, fornecida pelo órgão responsável pelo pagamento do benefício; ou
- Autorização judicial ou escritura pública, devidamente assinada por todos os dependentes e sucessores (quando capazes e em comum acordo), que comprove a permissão para o saque e declare a inexistência de outros herdeiros ou dependentes conhecidos.
Qual o calendário de pagamentos e quando seu dinheiro será depositado?
Depois de protocolado o pedido, a Caixa analisará a documentação e encaminhará as informações para o Ministério da Fazenda. O depósito será efetuado diretamente na conta bancária do solicitante na Caixa, ou através de uma conta poupança social digital, seguindo o cronograma de pagamentos vigente.
A história e finalidade do antigo fundo PIS/Pasep
O Programa de Integração Social (PIS) foi instituído em 1970 com o objetivo de fomentar uma poupança individual para os trabalhadores do setor privado.
Posteriormente, o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP) foi criado para atender a servidores públicos, tanto civis quanto militares, seguindo a mesma diretriz de seu predecessor.
No ano de 1975, os recursos de ambos os programas foram unificados em um único Fundo PIS-Pasep. Este fundo encerrou suas atividades em 1988, sendo então substituído pelo modelo de abono salarial que conhecemos hoje.
As cotas do fundo que permaneceram sem saque foram transferidas em 2020 para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e, após um período de três anos, foram direcionadas a uma conta única no Tesouro Nacional.
A partir desse momento, a Caixa Econômica Federal disponibilizou um processo para que os trabalhadores que ainda possuem valores esquecidos em suas contas possam solicitar o ressarcimento.
O abono salarial atualmente em vigor, que funciona como uma espécie de 14º salário e pode chegar ao valor de um salário mínimo, é concedido anualmente a trabalhadores com registro formal e servidores públicos que preenchem os critérios estabelecidos pelo programa.







