Calculada nova data para a maior aproximação do asteroide Bennu à Terra, com riscos detalhados

Asteroide, Planeta Terra

Asteroide, Planeta Terra - buradaki/ Istockphoto.com

Nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, a agência espacial norte-americana, Nasa, divulgou as previsões atualizadas sobre a maior aproximação do asteroide Bennu à Terra. Com quase 500 metros de diâmetro, este corpo celeste é monitorado há anos, pois um eventual impacto poderia liberar energia equivalente a 22 bombas nucleares. A data com a maior probabilidade de colisão foi estabelecida para 24 de setembro de 2182.

As primeiras observações do Bennu, realizadas por telescópios, ocorreram em 11 de setembro de 1999. Estima-se que o asteroide tenha se formado há aproximadamente 1 a 2 bilhões de anos, completando sua órbita ao redor da Terra a cada seis anos. Sua maior aproximação anterior do nosso planeta foi registrada a uma distância de 299.000 quilômetros.

Para aprofundar os estudos sobre o Bennu, a Nasa lançou a espaçonave OSIRIS-REx em 2016. A missão tinha como foco principal alcançar o asteroide e coletar amostras de sua superfície. Em 2018, a sonda chegou ao fragmento celeste, passando dois anos em suas proximidades para estudar e coletar dados sobre sua forma e massa.

A coleta de fragmentos da superfície do asteroide pela OSIRIS-REx ocorreu em outubro de 2020. A etapa final da missão foi concluída em 2023, com o retorno das amostras à Terra, o que permitiu um conhecimento mais aprofundado sobre a composição do Bennu.

Os dados fornecidos pela OSIRIS-REx também enriqueceram o entendimento sobre a rotação e a trajetória do asteroide em torno do Sol. Com o refinamento dos cálculos orbitais, novos resultados indicam que a probabilidade de Bennu atingir a Terra até o ano de 2300 é de 0,057%. Especificamente para 24 de setembro de 2182, essa chance é de 0,037%, o que equivale a 1 em 1.750 e 1 em 2.700, respectivamente.

Cientistas preveem que, em 2135, a trajetória do Bennu poderá ser alterada. Uma nova aproximação do asteroide com a Terra, neste período, pode fazer com que a gravidade do planeta modifique sua órbita. Tal evento exigirá a realização de novos cálculos para reavaliar os riscos de uma possível colisão.

Carolina Costa: Carolina Costa é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2019. Formação: Administração