Presidente da Fifa, Gianni Infantino, enfrenta denúncia no COI por elos com Donald Trump na Copa
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, foi alvo de uma denúncia formal no Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira, 14 de julho de 2026. A acusação alega que ele desrespeitou as normas de neutralidade política por suas interações com o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A FairSquare, organização sem fins lucrativos dedicada aos direitos humanos, foi a responsável pela queixa. Segundo a entidade, Infantino, que integra o COI desde 2020, teria violado reiteradamente a Carta Olímpica e o código de ética da instituição, notavelmente na sua gestão do caso envolvendo o jogador Folarin Balogun.
A denúncia menciona a retirada da suspensão de um jogo imposta ao atacante dos Estados Unidos, Folarin Balogun. Essa decisão, tomada pelo comitê disciplinar da Fifa, permitiu que o atleta jogasse a partida das oitavas de final da Copa do Mundo contra a Bélgica. A revogação da punição, que ocorreu após um telefonema de Donald Trump para Infantino, levanta questões, embora o presidente da Fifa afirme a total independência de seus comitês.
Mais sobre o assunto: COI descarta investigar Gianni Infantino por suposto uso do caso Folarin Balogun na Copa do Mundo

A revelação desta nova denúncia ocorre em meio a um movimento crescente, onde dezenas de parlamentares europeus buscam apoio para iniciar uma investigação contra o presidente da Fifa no Parlamento Europeu.
O Comitê Olímpico Internacional destaca a neutralidade como um dos pilares do Olimpismo, um princípio fundamental que deve guiar entidades esportivas como a Fifa. O COI possui autoridade sobre Infantino, uma vez que ele se tornou um dos mais de cem membros convidados da organização em 2020.
Informações obtidas indicam que Mohammad Al Kamali, presidente do comitê disciplinar, foi quem tomou unilateralmente a decisão crucial de suspender a punição de Balogun. Esta ação é considerada atípica, visto que ele nunca havia sido o único árbitro em nenhum caso disciplinar divulgado anteriormente.
A queixa apresentada pela FairSquare à Comissão de Ética do COI elenca cinco supostas violações claras das regras de neutralidade política da entidade, além de apresentar indícios preliminares de outras duas infrações sérias, uma das quais se refere à gestão do caso Balogun.
Em um comunicado, a FairSquare declarou que “Gianni Infantino violou repetidamente as regras de neutralidade política do COI ao oferecer seu apoio político ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump”.
A FairSquare detalhou que as provas coletadas sugerem que o dirigente cometeu cinco infrações explícitas às normas de neutralidade política do COI, através de manifestações de apoio ao então presidente norte-americano. Além disso, a organização apresentou indícios de outras duas violações graves, solicitando a apuração do COI. Uma delas se refere à possível cedência a pressões políticas de Trump para alterar regras disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo masculina de 2026, enquanto a outra envolve a promoção, por Infantino, de um site de torcedores da Fifa que, supostamente, integrava uma campanha de coleta de dados ligada a entidades de Trump.
Vale ressaltar que a FairSquare já havia protocolado uma denúncia similar junto ao comitê de ética da Fifa no mês de dezembro passado. Embora a organização tenha confirmado o recebimento da queixa, não foram fornecidas informações adicionais sobre o andamento do caso.
A federação norueguesa de futebol também se manifestou, enviando uma carta ao comitê de ética da Fifa no mês anterior, pedindo a análise da denúncia da FairSquare. Complementando, cinquenta membros do Parlamento Europeu endereçaram um pedido semelhante ao mesmo comitê em 29 de junho, solicitando a investigação.

















