Espanha bicampeã da Copa com defesa recorde e goleiro Unai Simón celebra Luva de Ouro
A seleção da Espanha conquistou seu segundo título mundial neste domingo, 19 de julho de 2026, ao derrotar a Argentina por 1 a 0 na final da Copa do Mundo. A vitória não apenas garantiu o bicampeonato, mas também estabeleceu um novo marco histórico: a melhor defesa em Copas, sofrendo apenas um gol em toda a competição. Este feito notável culminou na premiação do goleiro Unai Simón, que permaneceu invicto em sete dos oito jogos disputados no torneio.
Unai Simón, arqueiro do Athletic Bilbao, recebeu a cobiçada Luva de Ouro na cerimônia que seguiu o confronto decisivo, realizada em Nova Jersey. Como titular incontestável da atual geração, o atleta é reconhecido como uma das principais figuras e líderes do elenco liderado pelo técnico Luis de la Fuente.
No mesmo tema: Com a conquista da Copa do Mundo, Espanha assume liderança do ranking Fifa; Brasil melhora
Durante o Mundial, Unai Simón alcançou um feito inédito ao manter a meta espanhola inviolável por impressionantes 648 minutos consecutivos. Essa impressionante sequência foi interrompida somente no final do primeiro tempo das quartas de final, quando De Ketelaere marcou para a Bélgica, conhecida também como Red Devils.
O camisa 23 da “La Roja” superou o lendário recorde de 518 minutos sem sofrer gols, estabelecido pelo italiano Walter Zenga na Copa de 1990. A ultrapassagem ocorreu na partida contra a Áustria, na primeira fase do mata-mata, consolidando sua liderança. Após o jogo contra a Áustria, Simón ainda acumulou mais 90 minutos de invencibilidade contra Portugal e outros 40 minutos diante da Bélgica antes de ter a marca quebrada.
Mais sobre o assunto: Messi quebra o silêncio após derrota da Argentina na Copa: ‘Difícil dar valor’
Antes mesmo desta campanha, o recorde de melhor defesa para uma seleção campeã já pertencia à própria Espanha, com apenas dois gols sofridos em 2010, na África do Sul, em jogos contra Suíça (na estreia) e Chile (na última rodada da fase de grupos). Esse feito era então compartilhado com a França, que venceu em 1998, e a Itália, campeã em 2006, ambas com marcas defensivas semelhantes.
Mantendo as expectativas, a Espanha exibiu um domínio tático sobre a Argentina na grande final. Embora o placar tenha permanecido em 0 a 0 até o primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação, a equipe de Luis de la Fuente controlou a posse de bola em cerca de 70% do tempo de jogo.
O gol que selou o título espanhol foi marcado por Ferran Torres. A jogada decisiva começou com um cruzamento de Pedro Porro, seguido por um toque de calcanhar de Nico Williams, que deixou a bola para o camisa sete finalizar com força e garantir o segundo troféu mundial para a história da seleção espanhola.

















