Salários atrasados geram crise no Santos e reunião ‘ríspida’ cobra diretoria por pagamentosPor Thiago Lemos
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O Santos enfrentou uma derrota para o Botafogo no seu primeiro jogo após o recesso da Copa do Mundo, e o ambiente interno do clube está longe de ser tranquilo. Nesta segunda-feira, 20 de julho, a situação financeira delicada, marcada por salários atrasados, tem gerado um clima de incerteza que se reflete diretamente no desempenho em campo e na capacidade de planejamento da equipe para o restante da temporada.
Nos últimos dias, uma reunião de tom acalorado ocorreu entre os atletas e a diretoria santista, tendo como pauta principal os pagamentos de salários que estão em atraso. Durante o encontro, a direção do clube se comprometeu a quitar todos os valores devidos até o próximo dia 30 de julho.
Apesar da promessa, a administração pretende efetuar os pagamentos de forma parcelada, uma proposta que tem sido veementemente recusada pelos jogadores, que exigem o recebimento integral de seus direitos trabalhistas.
A gravidade da situação já levou o atacante Tiquinho Soares a rescindir seu contrato com o time e a acionar judicialmente a agremiação para reaver valores pendentes. Além disso, outros atletas como Mayke e Zé Rafael, que foram afastados do elenco, estão analisando a possibilidade de buscar a via legal para solucionar suas pendências financeiras.
Em paralelo a essas dificuldades internas, o Santos continua em esforços para reverter o “transfer ban”, uma penalidade que impede o registro de novos jogadores e dificulta ainda mais a montagem de um elenco competitivo.
O calendário de jogos não para, e o time santista tem compromisso marcado para esta terça-feira, 21 de julho, quando enfrentará a Universidad Central da Venezuela pela Copa Sul-Americana, com transmissão ao vivo por uma plataforma de streaming.







