A seleção brasileira feminina de vôlei carimbou sua vaga na final da Liga das Nações (VNL) no dia 25 de julho de 2026, ao derrotar a Itália em uma semifinal emocionante. O time, que começou perdendo o primeiro set, demonstrou grande poder de reação e virou o jogo para 3 a 2 (parciais de 25/21, 21/25, 24/26, 25/21 e 12/15) em Macau, na China. A atacante Ana Cristina foi o grande destaque da partida, marcando 23 pontos. Com o resultado sobre as atuais bicampeãs da VNL, o Brasil mantém viva a esperança de conquistar seu primeiro título na competição, após ter garantido quatro medalhas de prata desde 2018. A decisão pelo ouro ocorrerá no dia 26 de julho, às 8h30 (de Brasília), contra Turquia ou China.
Ana Cristina, a maior pontuadora da semifinal e já um dos principais nomes ofensivos do Brasil nesta edição da VNL, compartilhou suas emoções após a vitória crucial. A ponteira de 22 anos celebrou o desempenho contra a Itália e fez questão de enaltecer o esforço coletivo. “É até difícil falar. São muitas emoções. No ano passado, eu não estava nas finais por causa de lesão no joelho. Agora tento me divertir dentro de quadra, chamar o time. Acreditamos que podíamos bater a Itália. Estou muito feliz, muito orgulhosa das meninas. Nunca é fácil jogar contra as italianas, ainda mais nas condições em que estamos. O campeonato é muito longo, desgastante. Muitas meninas estão com dores. Mas temos um objetivo em comum e queremos chegar lá”, afirmou a atleta.
Desafios de lesões e a superação da equipe
Ao longo da campanha na VNL, a seleção brasileira enfrentou diversos problemas físicos que testaram a resiliência do elenco. Jogadoras importantes como Gabi sequer entraram em quadra devido a um desconforto lombar. Júlia Kudiess, outra titular fundamental, sofreu uma lesão na última rodada da fase classificatória, e Tainara também se contundiu durante a Liga das Nações. A lista de desfalques ainda inclui a líbero Nyeme, que permaneceu no Brasil para acompanhar sua filha Antonella, de pouco mais de um ano.
Mesmo com as ausências, a equipe comandada por José Roberto Guimarães conseguiu superar uma adversária que se mostrou um incômodo considerável em temporadas recentes. A Itália, além de ser bicampeã da Liga das Nações, conquistou o ouro nas Olimpíadas de Paris, em 2024, e no Mundial de 2025. Em diversas ocasiões, o Brasil sentiu o poderio italiano, como na final da VNL do ano passado, o que torna esta vitória ainda mais significativa para o histórico recente da equipe.
Julia Bergmann também comentou a relevância da vitória, destacando o trabalho em equipe. “Mostra que o trabalho está dando resultado. Acreditamos, desde o primeiro ponto, que podíamos ganhar, mesmo com a Itália sendo um time muito forte. Vamos comemorar e já pensar na final de amanhã. Foi um triunfo de equipe, com uma gritando na cara de outra”, relatou a jogadora, celebrando a união do grupo.
Brasil busca fim de um longo jejum por um título internacional
Além de buscar o inédito título da Liga das Nações Feminina, o Brasil também almeja encerrar um jejum de conquistas expressivas em competições intercontinentais que se estende por quase uma década. A última grande vitória da equipe em um torneio desse porte ocorreu em 2017, no Grand Prix. Desde então, a seleção verde-amarela subiu ao pódio em algumas ocasiões importantes, como nas Olimpíadas de Tóquio (prata) e Paris (bronze), mas a medalha de ouro tem sido um objetivo elusivo.
Detalhes do confronto entre Brasil e Itália na semifinal da VNL
A partida entre Brasil e Itália foi marcada por muito equilíbrio e reviravoltas. Inicialmente, o time italiano levou a melhor no primeiro set, fechando em 25 a 21 e largando na frente na semifinal. No entanto, a seleção brasileira retornou com uma postura diferente na parcial seguinte, conseguindo triunfar pelo mesmo placar de 25 a 21.
O terceiro set se destacou como o mais disputado de todos, com as equipes trocando pontos até o final, quando o Brasil conseguiu a vitória por 26 a 24. Já na quarta parcial, a Itália manteve a liderança no placar durante todo o tempo, controlando a vantagem e vencendo novamente por 25 a 21, forçando o tie-break.
No set desempate, a seleção brasileira começou em vantagem, abrindo o marcador com um ace da levantadora Roberta. A equipe chegou a construir uma vantagem de quatro pontos, mas permitiu o empate. No entanto, na reta final, conseguiu retomar o controle do jogo. Com defesas eficientes e a força ofensiva de Ana Cristina, o Brasil superou as italianas por 15 a 12, celebrando intensamente a classificação para a grande final.
