Superliga 2026/27 é lançada oficialmente com transmissão total no Grupo Globo e regras inéditas

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O lançamento da Superliga de Vôlei 2026/27 foi realizado pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) no Centro de Eventos Pro Magno, em São Paulo, durante a COB Expo. O principal torneio do voleibol nacional terá 100% das 290 partidas transmitidas pelo Grupo Globo e reunirá 24 equipes divididas igualmente entre as disputas feminina e masculina.

O contrato de direitos firmado entre a confederação e o grupo de comunicação foi renovado até a temporada 2028/2029, cobrindo integralmente o ciclo dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Os confrontos serão distribuídos entre o sportv, o ge tv e a TV Globo, que exibirá as decisões dos dois naipes. Ao discursar na cerimônia realizada em 1 de outubro de 2026, o presidente da CBV, Radamés Lattari Filho, destacou a continuidade técnica do evento: “Ontem, nós tivemos uma notícia espetacular: a união do Time Brasil e o COB com o grupo Globo para o próximo ciclo olímpico. E hoje, o voleibol não pode ficar atrás. Nós também estamos no lançamento da Superliga dizendo que este ano nós teremos 100% das transmissões do Grupo Globo. Nós mantemos o sistema de desafio, estatísticas e súmula online. Caprichamos para que possam ter a melhor competição possível. Desejo a todos uma Superliga e que seja uma temporada incrível para todos!”.

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Superliga 2026/27 adota diretrizes da FIVB e rigor na arbitragem

A edição nacional implementará mudanças esportivas baseadas em novas determinações da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). As diretrizes da entidade internacional estabelecem uma ampliação no total de substituições autorizadas por set e determinam postura mais rigorosa dos árbitros em infrações de condução e no chamado toque-ataque, quando a bola é empurrada ou conduzida em desacordo com as regras de ataque na rede.

O formato de disputa mantém a estrutura tradicional de classificação da elite do vôlei brasileiro. Na fase inicial, os 12 times de cada naipe se enfrentam em turno e returno, garantindo vaga para os oito mais bem posicionados. O mata-mata terá séries de quartas de final e semifinais em melhor de três partidas, enquanto as finais de ambos os naipes acontecerão em jogo único pelo quinto ano consecutivo.

Calendário da Superliga 2026/27 tem jogos definidos a partir de outubro

A Superliga Feminina começará em 17 de outubro de 2026, abrindo o calendário oficial de confrontos da elite. Já o torneio masculino terá sua primeira partida em 24 de outubro de 2026, com o duelo entre Vôlei Guarulhos e Monte Carmelo. Antes da rodada de abertura masculina, o cenário nacional terá a disputa da Supercopa Brasil entre Sada Cruzeiro e Vôlei Renata, marcada para 23 de outubro de 2026, às 21h, no município de São José, em Santa Catarina.

  • 17 de outubro de 2026: início oficial dos confrontos da Superliga Feminina
  • 23 de outubro de 2026, às 21h: partida da Supercopa Brasil entre Sada Cruzeiro e Vôlei Renata em São José (SC)
  • 24 de outubro de 2026, às 18h30: jogo de estreia da Superliga Masculina entre Vôlei Guarulhos e Monte Carmelo
  • 23 de dezembro de 2026: encerramento das rodadas do primeiro turno da Superliga Masculina

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Superliga 2026/27 reúne 16 medalhistas olímpicos e 24 equipes

O campeonato chega à sua 33ª edição desde que foi estruturado na temporada 1994/95, reunindo 18 cidades de sete estados e do Distrito Federal ao longo de sete meses de disputa. O Dentil Praia Clube defende o título como atual campeão feminino, enquanto o Sada Cruzeiro entra na competição masculina para defender a conquista da temporada passada. Os elencos registram a presença de 16 medalhistas olímpicos, dos quais dez são campeões com medalha de ouro, como o levantador Bruno Rezende e a central Thaisa Daher. Também estiveram no lançamento os técnicos Bernardo Rezende, Marcelo Negrão e Leandro Vissotto.

Elegibilidade de atletas na Superliga 2026/27 segue critérios do COI

A oposta Tiffany Abreu compareceu ao evento pelo Osasco Voleibol Clube, mas está impedida de atuar nesta temporada da Superliga Feminina. Em agosto de 2026, a CBV adotou a política de elegibilidade preconizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que baseia a determinação do sexo biológico feminino em testes genéticos para o gene SRY, inviabilizando a inscrição de mulheres trans na categoria.

Ao se pronunciar sobre a ausência em quadra, a jogadora declarou: “Não sou bandida”. Até o momento, não há confirmação se a defesa jurídica da atleta ou a diretoria do Osasco Voleibol Clube recorrerão à Justiça desportiva ou à Justiça Comum para tentar reverter a decisão regulamentar.

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