Gasto de turistas internacionais no Brasil atinge US$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026, com alta de 12%
A economia brasileira registrou um aporte significativo de US$ 5,6 bilhões provenientes de turistas internacionais durante o primeiro semestre de 2026. Este montante representa um crescimento de 12% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a entrada de divisas somou US$ 5 bilhões.
Os dados, compilados e divulgados pelo Banco Central na última terça-feira, 28 de julho, confirmam a tendência de aquecimento do setor de turismo no país. O aumento na entrada de dólares está diretamente ligado à crescente qualificação e volume de visitantes estrangeiros, consolidando o Brasil como um destino cada vez mais procurado no cenário global.
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Crescimento robusto e impacto financeiro
O volume de US$ 5,6 bilhões injetados na economia nacional pelos visitantes de outros países é um indicador claro da recuperação e expansão do turismo. Este desempenho positivo reflete não apenas a capacidade do Brasil de atrair um número maior de turistas, mas também a eficiência em reter esses recursos dentro do território, gerando benefícios diretos para diversos segmentos econômicos, desde a hotelaria e gastronomia até o comércio e serviços.
A elevação de 12% no semestre demonstra uma robustez que supera as expectativas e sugere um cenário promissor para o restante do ano. O ingresso de moeda estrangeira é vital para o balanço de pagamentos do país, contribuindo para a estabilidade econômica e para o fortalecimento do real frente a outras moedas. É um sinal de confiança e atratividade que reverbera em todo o ambiente de negócios nacional.
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Junho: um mês de destaque na arrecadação
Analisando os resultados mensais, junho de 2026 se destacou como um período de forte desempenho. A quantia deixada por viajantes estrangeiros no país alcançou US$ 809 milhões, marcando uma alta expressiva de 17,8% em relação a junho de 2025. Naquele mês do ano anterior, a arrecadação havia sido de US$ 691 milhões.
Este crescimento acentuado no sexto mês do ano reforça a consistência da recuperação do setor turístico e sua contribuição contínua para a economia. A performance de junho sublinha a capacidade dos destinos brasileiros de atrair visitantes mesmo em períodos que, tradicionalmente, podem apresentar variações. O resultado é um testemunho da eficácia das estratégias de promoção e da qualidade da infraestrutura oferecida aos turistas.
Fluxo de viajantes e a predominância do transporte aéreo
Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil registrou um total de 5.261.733 chegadas de turistas internacionais, configurando a segunda maior quantidade de visitantes para o período em toda a série histórica. Esse volume é um testemunho da crescente visibilidade e atratividade do país como destino turístico.
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A análise dos métodos de chegada revela a importância crucial do transporte aéreo. Do total de visitantes, 3.531.233 desembarcaram no Brasil por via aérea, um volume 13,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior já contabilizado para um primeiro semestre na história. O transporte aéreo foi responsável por uma parcela significativa do fluxo de turistas, representando 67% de todas as chegadas internacionais. Os dados foram compilados por diversas entidades, incluindo:
- Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo)
- Ministério do Turismo
- Polícia Federal
A predominância do modal aéreo sugere a importância de investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária e na expansão de rotas internacionais, facilitando o acesso de um público com maior poder de gasto e interesse em explorar as diversas regiões do Brasil.
Aumento do tíquete médio e a visão da Embratur
O crescimento de 12% no gasto total durante o primeiro semestre de 2026 não é apenas um reflexo do aumento no número de chegadas, mas também de uma mudança no perfil de consumo dos turistas. Conforme destacou o presidente da Embratur, Bruno Reis, este incremento é um indicativo claro de que houve um aumento no tíquete médio do turista internacional no Brasil.
“O turista está ficando mais tempo e gastando mais em nosso país”, afirmou Reis, ressaltando o impacto positivo desse comportamento para a cadeia produtiva do turismo. Essa tendência de maior permanência e gasto por visitante implica em um retorno econômico mais substancial para as cidades e estados, impulsionando hotéis, restaurantes, passeios turísticos, comércio local e a geração de empregos. A qualificação da experiência turística e a diversificação das ofertas são elementos cruciais para manter e expandir essa performance no futuro.
















