Gerson e Matheus Pereira se destacam no Cruzeiro, mas ataque vive jejum; entendaPor Thiago Lemos
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A equipe do Cruzeiro enfrentou o Coritiba e saiu vitoriosa por 1 a 0 em partida disputada em 31 de julho de 2026, com o resultado sendo construído pelos meio-campistas Gerson e Matheus Pereira. Apesar da vitória, o time celeste demonstrou um problema recorrente: a ineficiência nas finalizações, mesmo criando diversas chances. A boa fase e a regularidade dos principais nomes do elenco trazem alívio, mas a irregularidade do setor ofensivo continua sendo um motivo de preocupação.
O técnico Artur Jorge optou por uma formação surpreendente na tentativa de resolver os desfalques da equipe. Ele escalou o jovem Felipe Morais ao lado de Arroyo e Kaio Jorge, testando novas soluções diante de um elenco que sofre com diversas lesões no ataque. Nomes como Gabriel Pec, Sinisterra e Néiser Villarreal estão atualmente afastados por problemas físicos, e Wanderson e Chico da Costa não foram relacionados para a partida.
Felipe Morais, em sua estreia em jogos oficiais, não se intimidou. Ele se movimentou pelo lado esquerdo do campo, tentou chutes de longa distância, característica que o define, e chegou a perder uma oportunidade clara de marcar debaixo da trave. Essas situações são parte do aprendizado de um jogador de apenas 17 anos.
No entanto, Arroyo e Kaio Jorge, que carregavam a maior responsabilidade ofensiva, tiveram um desempenho abaixo do esperado. Arroyo tomou decisões equivocadas durante o primeiro tempo da partida. Em um dos lances, ele ignorou a presença de três companheiros em melhores posições e optou por finalizar a jogada.
Kaio Jorge, que é o artilheiro do time, encontrou poucas chances de concluir suas jogadas. Ele tentou participar mais da construção das ações ofensivas, atuando pelos lados do campo, mas não conseguiu fazer a diferença necessária.
Apesar das dificuldades em alguns momentos contra um adversário mais fechado, o Cruzeiro conseguiu criar oportunidades. Gerson se destacou tanto na marcação quanto na construção das jogadas, enquanto Matheus Pereira exibiu sua visão de jogo diferenciada e vive uma fase artilheira, com quatro gols e duas assistências nos últimos quatro jogos.
A equipe da Raposa finalizou 20 vezes durante a partida, gerando três chances claras de gol. Esse número evidencia que o meio-campo funcionou de maneira eficaz ao longo do ano. Gerson e Matheus Pereira atuaram juntos em 30 partidas da temporada, registrando 15 vitórias, oito empates e seis derrotas, com um aproveitamento de quase 60%. Sem a dupla em campo, esse índice cai para pouco mais de 40%, sublinhando a importância da sintonia e da qualidade desses atletas para o desempenho do time.
Contudo, a criação de jogadas torna-se menos produtiva sem um ataque que consiga converter as oportunidades em gols. Arroyo, por exemplo, está há quatro jogos sem balançar as redes, com seu último gol sendo em maio, em um confronto contra o Palmeiras.
Kaio Jorge apresenta bons números na temporada, com 13 gols em 29 partidas. Mesmo assim, sua performance tem sido inconstante recentemente. Ele desperdiçou uma chance clara de frente para o goleiro contra o Botafogo e não conseguiu marcar diante do Coritiba, ameaçando pouco a meta adversária.
Bruno Rodrigues, que entrou no segundo tempo, também falhou em uma oportunidade clara que ele mesmo criou. Após uma jogada individual de corpo sobre o adversário, ele acelerou e ficou cara a cara com o gol, mas preferiu tocar para Matheus Pereira, que teve seu passe interceptado pela defesa.
Este cenário reforça a necessidade urgente de o Cruzeiro dedicar atenção ao seu setor ofensivo. Por enquanto, o time segue dependendo do talento e da qualidade individual de Gerson e Matheus Pereira, que necessitam de companheiros em sintonia para transformar o volume de jogo em gols decisivos.







