Especialistas explicam o abandono da escala Richter na medição de terremotos
Sismólogos de todo o mundo estão cada vez mais utilizando métodos de medição sísmica aprimorados, o que fez com que a tradicional escala Richter perdesse o status de principal referência para avaliar a magnitude de terremotos. A mudança, que reflete a busca por maior precisão científica, consolidou-se em 10 de agosto de 2026, com o reconhecimento de novas abordagens que oferecem dados mais confiáveis sobre a real energia liberada pelos tremores.
Entenda a criação e os limites da escala Richter
Criada em 1935 pelo sismólogo Charles Richter, a escala foi desenvolvida para comparar a intensidade de terremotos na Califórnia, Estados Unidos. Ela calcula a magnitude com base na amplitude das ondas sísmicas registradas por sismógrafos específicos. Embora tenha sido revolucionária para sua época, a escala Richter apresentava limitações notáveis em eventos de grande porte.
A saturação da escala para grandes tremores
Um dos principais motivos para o desuso da escala Richter em grandes eventos é o fenômeno da “saturação”. Isso acontece quando a amplitude das ondas sísmicas registradas deixa de crescer proporcionalmente à energia real que um terremoto libera. Consequentemente, dois sismos de magnitudes muito distintas podem receber valores Richter semelhantes, subestimando o poder dos tremores mais intensos. Essa imprecisão compromete a análise de grandes desastres naturais e a prevenção de riscos.
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Nova era: a escala de magnitude de momento
Atualmente, a comunidade científica global adota prioritariamente a escala de magnitude de momento (MMS, na sigla em inglês) como principal métrica. Diferentemente da Richter, a MMS não se baseia apenas na amplitude das ondas. Ela considera fatores mais complexos e abrangentes, proporcionando uma medição mais precisa da energia liberada por um terremoto.
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- A escala de magnitude de momento calcula:
- A área total da falha geológica que se rompeu.
- O deslocamento médio ao longo dessa falha.
- A rigidez da rocha no local do evento.
A importância de medições mais precisas em sismologia
A transição para métodos mais sofisticados, como a escala de magnitude de momento, é vital para a sismologia moderna. Medições mais exatas permitem aos pesquisadores:
- Compreender melhor a dinâmica das placas tectônicas.
- Aprimorar modelos de previsão e alerta de tsunamis.
- Guiar o desenvolvimento de códigos de construção mais seguros em regiões propensas a terremotos.
- Quantificar de forma adequada o impacto e o risco potencial de grandes eventos sísmicos em zonas urbanas e costeiras.
Essa evolução na forma de medir terremotos destaca o avanço contínuo da ciência e a busca incessante por ferramentas que proporcionem uma compreensão mais fiel dos fenômenos naturais do planeta.

















