Saída de Joanna de Assis da Globo reacende debate sobre idade de mulheres no esporte
A jornalista Joanna de Assis deixou a Rede Globo na 14 de agosto de 2026, após uma trajetória de duas décadas dedicadas à emissora. A saída da apresentadora, que estava à frente do programa Tá On no SporTV, intensificou as discussões sobre o espaço e a longevidade profissional de mulheres acima dos 40 anos no jornalismo esportivo brasileiro. Este movimento ocorre em um período de reajustes na grade de programação do canal, levantando questionamentos sobre os padrões do setor.
O debate sobre a experiência feminina na cobertura esportiva
A demissão de Joanna de Assis trouxe à tona questionamentos importantes sobre como a idade é percebida e tratada no segmento esportivo. Enquanto a experiência em profissionais masculinos muitas vezes é valorizada como um sinal de autoridade e conhecimento aprofundado, a mesma maturidade para mulheres pode se tornar um obstáculo para a permanência no ar. Essa discrepância expõe um contraste significativo nos padrões de longevidade de carreira entre os gêneros.
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Casos anteriores que reforçam o cenário
O desligamento de Joanna de Assis não é um fato isolado e se alinha a outras demissões recentes de mulheres experientes na área. Em 2024, Larissa Erthal encerrou sua passagem pela Record. Um ano depois, em 2025, Fabíola Andrade também foi dispensada da Globo e do SporTV. As três profissionais, todas com mais de 40 anos, construíram carreiras sólidas e reconhecidas na cobertura esportiva, tornando seus afastamentos pontos de reflexão sobre as dinâmicas do mercado e a representatividade feminina na tela.
Disparidade na valorização entre homens e mulheres na televisão
No universo do esporte televisivo, especialmente na cobertura de futebol, a vivência masculina é frequentemente associada à credibilidade e tende a manter profissionais com mais de 60 anos em posições de destaque. No entanto, o padrão observado para as mulheres é distinto. A maturidade feminina muitas vezes representa uma barreira para a continuidade em vídeo, expondo uma disparidade na percepção de valor e na oportunidade de permanecerem em evidência em um setor ainda predominantemente masculino.
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A trajetória de Joanna de Assis na Rede Globo
Joanna de Assis ingressou na Globo em 2006, marcando o início de uma carreira abrangente e de grande relevância no jornalismo esportivo. Sua trajetória incluiu:
- Cobertura de importantes eventos como Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.
- Atuação como correspondente internacional nos Estados Unidos em 2016.
- Assumiu a apresentação do programa Tá On, no SporTV, em março de 2025, parte da programação vespertina.
- Integração no rodízio de apresentadores do Globo Esporte SP durante os fins de semana.
Este histórico profissional destaca a capacidade e o reconhecimento de Joanna ao longo de sua permanência na emissora, reforçando a importância do debate gerado por sua saída e o impacto nas carreiras de jornalistas mulheres.
















