Tecnologia mais cara: escassez de memória e IA elevam preços no Google Pixel 11

Google Pixel 11 Pro - Divulgação
Foto: Google Pixel 11 Pro - Divulgação

O custo de dispositivos tecnológicos tem experimentado um novo ciclo de elevação, impulsionado principalmente pela crescente demanda de inteligência artificial. O Google, por exemplo, apresentou em 13 de agosto de 2026 sua mais recente família de smartphones, o Pixel 11, que inclui o inovador modelo dobrável Pixel 11 Pro Fold.

No entanto, cada aparelho da nova linha chegou ao mercado com um acréscimo de US$ 100 em seu preço, comparado aos modelos anteriores da marca.

Apesar de o Pixel 11 e o Pixel 11 Pro oferecerem o dobro do armazenamento inicial em relação aos seus antecessores, o Pixel 10 e o Pixel 10 Pro, os modelos Pixel 11 Pro e Pro XL vêm com menos memória RAM padrão do que as versões Pro do Pixel 10. Para tranquilizar os usuários, um porta-voz do Google garantiu que os dispositivos manterão um desempenho de alto nível, explicando que “graças à otimização de software e silício, você pode esperar um desempenho mais rápido e fluido dos modelos Pro deste ano em comparação com os SSDs de 256 GB equivalentes do ano passado”.

Google Pixel
Google Pixel – Karlis Dambrans / Shutterstock.com

Para o Pixel Fold, a empresa justificou o aumento de US$ 100 em seu valor pelo fato de o smartphone ser o aparelho dobrável mais avançado já desenvolvido pelo Google.

A gigante de Mountain View não é a única a reajustar seus valores no setor de tecnologia de consumo. A Apple também já elevou os preços de seus iPads e Macs, e há uma forte expectativa de que a próxima geração, o iPhone 18, também chegue com custos mais altos. Há rumores de que um futuro iPhone dobrável possa custar cerca de US$ 2.000.

A Samsung, outro nome forte na indústria, seguiu o mesmo caminho, elevando os preços de seus telefones, tanto os modelos convencionais quanto os dobráveis, e também de seus tablets, citando a escassez global de memória como um dos motivos.

Da mesma forma, a Microsoft aplicou aumentos nos preços iniciais de seus laptops e tablets Surface em até US$ 500. Observa-se que a maioria dos fabricantes de notebooks tem repassado os custos crescentes de memória e armazenamento para os consumidores.

Mesmo o mercado de consoles de jogos não está imune a essa tendência. Empresas como Microsoft, Nintendo e Sony já anunciaram e implementaram aumentos nos preços de seus sistemas.

Em um panorama geral, para os consumidores que esperavam economizar na compra de seus eletrônicos favoritos, a realidade é que as chances de evitar os preços mais elevados, influenciados pelo avanço da inteligência artificial, estão cada vez menores.

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