O Club de Regatas Vasco da Gama aguarda com urgência a autorização judicial para a captação de um empréstimo de R$ 150 milhões. Os recursos, provenientes da Almirante Participações, empresa do grupo de Marcos Lamacchia, são essenciais para cobrir as despesas do clube nos próximos dois meses. Além disso, o clube e a SAF precisarão de mais R$ 150 milhões em novembro e dezembro para fechar o ano, provavelmente por meio de outro “empréstimo-ponte”.
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A prática de recorrer a empréstimos-ponte é comum em projetos que visam a captação de recursos a juros mais baixos. Como exemplo, o Flamengo, nos três primeiros anos da gestão de Eduardo Bandeira, utilizava empréstimos com o Banco Brasil Plural. Essa instituição contava com a participação minoritária de Cláudio Pracownik, que era vice-presidente de finanças do clube e executivo da empresa, e os valores eram usados para quitar salários.
Para o Vasco, as condições oferecidas pelo futuro comprador de 90% das ações da SAF são consideradas mais vantajosas que as praticadas no mercado. O clube já havia recorrido ao mesmo credor para empréstimos anteriores, totalizando R$ 120 milhões (80 + 40). A novidade é que, desde a intervenção da juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial, no Conselho de Administração da SAF, todas as movimentações financeiras estão sob rigorosa inspeção da juíza Simone Chevran, da 6ª Vara, que ainda avalia o pedido atual.
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É importante lembrar que o Vasco está em Recuperação Judicial, em uma situação financeira próxima da pré-falência, e enfrenta um processo movido pela 777 Carioca que questiona a revenda das ações da SAF, já negociadas com a empresa americana em 2022. As dificuldades para a aprovação do pedido, protocolado em 13 de agosto de 2026, geram grande apreensão, pois o clube também corre sério risco de rebaixamento no futebol. Seu futuro de curto prazo depende diretamente da liberação desses fundos.
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Contudo, a situação expõe a evidente falta de competência da gestão Pedro Paulo na geração e captação de recursos. Não se trata apenas do desempenho no futebol, mas da ausência de uma estrutura comercial robusta, capaz de alcançar metas superavitárias e de executar um plano de governo com alguma margem de segurança. Muitos questionam se o plano real não seria prolongar a crise do clube até as eleições presidenciais, apostando em um “salvador da pátria” em meio ao caos.
