Clube veta Julián Álvarez de saudar torcida do Atlético após vaias no MetropolitanoPor Thiago Lemos
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Julián Álvarez enfrentou uma experiência desagradável no estádio Metropolitano no dia 24 de agosto de 2026. O atacante foi alvo de vaias intensas antes, durante e após o empate do Atlético de Madrid com o Villarreal, o que o levou a deixar o gramado sozinho, enquanto seus colegas de time agradeciam aos torcedores presentes. O técnico Diego Simeone esclareceu em coletiva de imprensa que a medida foi uma determinação do próprio clube.
Simeone explicou que a decisão partiu da diretoria do Atlético de Madrid. “O clube decidiu que Julián não se aproxime com seus companheiros para cumprimentar os torcedores. A decisão não foi de Julián Álvarez, foi do clube, que decidiu separá-lo e afastá-lo para que vá em direção ao vestiário”, afirmou o treinador sobre a situação.
A origem do constrangimento de Julián Álvarez reside em seu desejo de deixar o clube espanhol. Durante a Copa do Mundo, o atacante chegou a expressar publicamente sua vontade de se transferir para o Barcelona, um dos maiores rivais do Atlético.
Álvarez iniciou a partida no banco de reservas e foi recebido com um coro de vaias quando seu nome apareceu no telão durante o aquecimento. Ao entrar em campo aos 20 minutos do segundo tempo, a hostilidade da torcida se repetiu, com vaias a cada toque na bola, resultando em uma atuação discreta do centroavante.
Acompanhe os detalhes da controvérsia que cerca o atacante Julián Álvarez
A intenção de Julián Álvarez de sair do Atlético de Madrid se manifestou em março, antes mesmo do encerramento da temporada anterior. Na época, segundo informações veiculadas na imprensa espanhola, Gil Marín, CEO do clube, impôs uma condição clara: o jogador deveria encontrar um time disposto a pagar sua multa rescisória, estipulada em 150 milhões de euros (aproximadamente R$ 900 milhões).
Em junho, Álvarez apresentou uma proposta formal do Real Madrid, que atendia ao valor exigido por Gil Marín. No entanto, o dirigente pediu que o jogador argentino declarasse publicamente, durante a Copa do Mundo, seu interesse em deixar o Atlético de Madrid.
A negociação com o Real Madrid acabou esfriando, mas, em seguida, outro rival demonstrou interesse: o Barcelona. Álvarez então cumpriu o pedido de Gil Marín, concedendo entrevistas durante o Mundial e afirmando que desejava realizar “o sonho de jogar no Barcelona”.
Mesmo com a declaração pública, a negociação não avançou, e a postura do CEO do Atlético começou a gerar desconforto para o atacante argentino e sua equipe. De acordo com veículos de imprensa espanhóis, em 21 de agosto de 2026, o Atlético de Madrid aceitou fechar negócio com o Arsenal, mas Álvarez recusou a proposta, reiterando seu desejo de se transferir para o Barcelona.
Fontes da imprensa espanhola indicam que Álvarez tem treinado normalmente, mas com um certo distanciamento em relação ao técnico Simeone, que foi fundamental para sua chegada ao clube em 2024. Em uma entrevista coletiva na semana de início do Campeonato Espanhol, Simeone evitou fazer críticas diretas ao atacante.
“É muito difícil dizer como se sente o outro, porque eu não sou o outro. Ele está treinando da melhor maneira, respeitando seus companheiros”, observou o técnico a respeito da postura do jogador.
Quem não parece mais disposto a minimizar a situação é o empresário de Álvarez, Fernando Hidalgo. Nos últimos dias, Gil Marín parou de receber o agente na sede do clube e, em declarações à imprensa, insinuou que o atacante argentino “não tem tido os melhores conselheiros”.
Hidalgo interpretou a mensagem e reagiu por meio das redes sociais, onde escreveu: “Nunca pergunte a um mentiroso por que mentiu. Para se explicar, ele terá que mentir de novo”.







