Criminosos fecham Avenida Brasil queimando caminhões após ofensiva da PM no Complexo de IsraelPor Jeronimo Santos
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A Polícia Militar do Rio de Janeiro deu início, na madrugada de 24 de julho, à segunda fase de uma operação no Complexo de Israel, localizado na Zona Norte da capital fluminense. Em resposta a essa ação, grupos criminosos incendiaram dois caminhões no meio da manhã, resultando no bloqueio de ambos os sentidos da Avenida Brasil.
Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram mobilizadas para as comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas. Tiros foram ouvidos intensamente no momento da chegada dos policiais. Por volta das 2h30, a própria Polícia Militar efetuou o fechamento preventivo da Avenida Brasil, da Linha Vermelha e da Rodovia Washington Luís, liberando o fluxo após aproximadamente 30 minutos.
Contudo, por volta das 9h40, outros grupos invadiram a Avenida Brasil nas imediações de Coelho Neto. Eles abordaram motoristas de dois caminhões, forçaram o posicionamento dos veículos na pista e atearam fogo a eles.
Mais dois caminhões foram alvo de ataques nas proximidades de Vigário Geral, afetando igualmente os dois sentidos da via.
Próximo às 11h45, a circulação de veículos foi parcialmente restabelecida, embora com grande número de engarrafamentos. Quatro homens foram detidos durante a ação, e os agentes confiscaram dois fuzis e uma granada. Não houve relatos de pessoas feridas até o momento.
O Complexo de Israel compreende um aglomerado de favelas em Cordovil, Parada de Lucas e Vigário Geral. A área é controlada pelo Terceiro Comando Puro (TCP), uma facção do tráfico de drogas em disputa territorial com o Comando Vermelho (CV). Outras comunidades como Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-pau também integram o complexo.
As operações policiais resultaram em impactos diretos para a população. A Secretaria Municipal de Educação informou que oito unidades escolares foram afetadas.
Na área da saúde, duas unidades de atenção primária interromperam o atendimento e analisavam a chance de reabertura em breve. Adicionalmente, outras três unidades permaneceram abertas, mas cancelaram as visitas a domicílio.
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O consórcio Rio Ônibus comunicou que vinte linhas de transporte coletivo precisaram alterar seus trajetos habituais:
- 300 (Sulacap-Candelária)
- 369 (Bangu-Candelária)
- 378 (Marechal Hermes-Castelo)
- 384 (Pavuna-Passeio)
- 386 (Anchieta-Candelária)
- 388 (Cesarão-Candelária)
- 393 (Bangu-Candelária)
- 397 (Campo Grande-Candelária)
- 399 (Pavuna-Passeio)
- 665 (Pavuna-Saens Pena)
- SVB665 (Pavuna-Saens Pena)
- 753 (Santa Cruz-Coelho Neto)
- 756 (Santa Cruz-Coelho Neto)
- 757 (Sepetiba-Coelho Neto)
- 759 (Cesarão-Coelho Neto)
- 770 (Campo Grande-Coelho Neto)
- 771 (Campo Grande-Coelho Neto)
- 2303 (Cesarão-Castelo)
- 2336 (Campo Grande-Castelo)
- 2339 (Campo Grande-Castelo)
A primeira fase da operação foi deflagrada em 21 de julho pela Polícia Militar, com a ocupação de Cidade Alta, Pica-Pau e Cinco Bocas. Naquela ocasião, a Avenida Brasil também foi fechada como medida preventiva.
Durante o avanço pelas comunidades, os policiais encontraram barricadas e carros com explosivos. Estes artefatos, que seriam acionados com a aproximação das forças de segurança, não chegaram a ser detonados.
Ao final do dia, a Polícia Militar informou que a ocupação no Complexo de Israel permaneceria por tempo indeterminado. A corporação afirmou que a Cidade Alta e suas áreas adjacentes já estavam “estabilizadas”.
“Em 21 de julho, mais de dez toneladas de barricadas foram removidas, e três vias que possuíam valas e bloqueavam a passagem de veículos foram liberadas”, disse o major Maicon Pereira, porta-voz da Polícia Militar.
O principal objetivo da operação é conter as disputas territoriais entre o TCP e o CV. Além disso, busca-se combater as quadrilhas que usam o Complexo de Israel como ponto de apoio para roubos de carros e de cargas.
“A operação visa também o combate a práticas de perseguição e intolerância religiosa direcionadas a minorias, como praticantes de religiões de matriz africana e outros grupos cristãos. O intuito é assegurar a liberdade de culto e a proteção dos moradores”, complementou a Polícia Militar.








