O Grande Prêmio da Holanda prometia ser um bom momento para Gabriel Bortoleto e sua equipe, a Audi, em sua temporada de estreia. O piloto brasileiro garantiu a nona posição no grid de largada, já dentro da zona de pontuação, após se classificar para o Q3 no dia 23 de agosto de 2026. No entanto, uma falha no carro detectada antes mesmo da partida comprometeu seu desempenho durante toda a prova em Zandvoort, resultando na 13ª colocação.
Em declaração, o piloto paulista desabafou sobre a situação. “É frustrante, principalmente sabendo que eu não tenho muito mais como ir para frente. Não posso entrar em detalhes, mas ela [anomalia] acabou com nossa corrida antes mesmo de começar”, disse Bortoleto. Ele ainda complementou que havia ritmo para ser mais rápido e que teve que se manter atrás de carros que, teoricamente, seriam superados, destacando a dificuldade de enfrentar problemas mecânicos logo no início da disputa.
Após o término da corrida, Allan McNish, chefe da Audi, confirmou que a equipe vai analisar os dados do carro de Gabriel Bortoleto para entender a origem da perda de performance. Embora o piloto não tenha somado pontos, a Audi conseguiu pontuar pela quarta vez consecutiva em 2026, graças à oitava posição alcançada por Nico Hulkenberg. Para Bortoleto, existia uma oportunidade real de a Audi emplacar, pela primeira vez na temporada, ambos os carros na zona de pontuação.
O desempenho do fim de semana gerou confiança. “Tive um ritmo ótimo em todo final de semana, como fizemos na classificação, entre os dez primeiros, e nosso ritmo ontem na sprint mostra que a gente tinha ritmo para pontuar”, afirmou Bortoleto, reiterando a capacidade que a equipe demonstrava antes do problema.
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Uma das surpresas que também garantiu pontos na corrida foi Fernando Alonso, empresário de Bortoleto, que cruzou a linha de chegada em nono lugar. Ao ser questionado sobre a evolução da Aston Martin e se isso poderia criar um novo concorrente direto com a Audi na disputa pela posição de “melhor fora das grandes equipes”, Bortoleto expressou cautela.
“Não sei, sendo bem sincero. Obviamente eles melhoraram muito, mas é meio estranho ele [Alonso] ter somado pontos. Preciso entender exatamente o que aconteceu na corrida de hoje porque eles [da Aston Martin] estavam bem lentos na classificação ontem, mas foi um bom trabalho da equipe deles”, avaliou Bortoleto. Ele reconheceu o grande progresso da Aston Martin ao longo do ano, desde o início da temporada até o momento atual.
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Além dos desafios técnicos, Bortoleto também relembrou um incidente no começo da prova, quando seu carro rodou completamente na última curva de Zandvoort. Apesar do susto, ele conseguiu evitar uma colisão, e seu companheiro de equipe, Nico Hulkenberg, realizou uma manobra impressionante para desviar e não atingi-lo.
“Não foi um grande susto, não se comparar com a minha batida no ano passado [em Interlagos]. Acabei dando um 360º e seria sim um susto forte se eu tivesse dado uma batida ali”, relatou. Ele explicou que, ao ver Max Verstappen batendo e fumaça na pista, puxou para a esquerda por instinto, acabou na parte molhada e perdeu o controle, mas conseguiu retornar à pista em segurança.
A próxima etapa do Campeonato Mundial de Fórmula 1 está agendada para acontecer no circuito de Monza, na Itália, daqui a duas semanas.
