Fenômenos celestes: como distinguir eclipses solar e lunar e o próximo evento visível
Eclipses são momentos astronômicos fascinantes, nos quais um corpo celeste bloqueia a luz de outro, projetando uma sombra e transformando a aparência de um astro no céu. Estes eventos resultam de um alinhamento preciso entre Sol, Terra e Lua, criando espetáculos distintos, seja durante o dia ou a noite.
Este ano, o calendário de 2026 já registrou um eclipse solar e se prepara para o último eclipse lunar parcial, que ocorrerá entre a noite de 27 de agosto e a madrugada de 28 de agosto.
Detalhes sobre o eclipse lunar parcial de 27 e 28 de agosto
O fenômeno lunar que marcará o encerramento dos eclipses do tipo em 2026 apresentará uma sombra da Terra cobrindo parte da Lua. Moradores de várias regiões do Brasil terão a oportunidade de acompanhar o evento em sua totalidade.
Confira os pontos importantes sobre o eclipse:
Saiba mais: Brasileiros terão chance única de observar eclipse lunar parcial visível em todo o país em 27 e 28 de agosto
- Data: 27 e 28 de agosto
- Tipo: Eclipse lunar parcial
- Horário: Entre 22h23 e 04h01, no horário de Brasília
- Visibilidade no Brasil: Sim, o país inteiro está na área de melhor observação
- Outras regiões visíveis: América do Norte, Europa e África também terão clareza na observação
O fato de o eclipse acontecer durante a madrugada facilita a visualização, já que a Lua estará em uma posição elevada no céu, permitindo uma boa percepção da sombra.
Entendendo a dinâmica do eclipse solar
Um eclipse solar ocorre quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. Este alinhamento faz com que o satélite natural bloqueie parcial ou totalmente a luz solar, projetando sua sombra em uma área específica do nosso planeta. É por essa razão que o fenômeno só pode ser visto de determinadas localidades e sua aparência varia conforme o ponto de observação. Observar um eclipse solar diretamente sem proteção adequada é perigoso para os olhos.
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Diferentes configurações dos eclipses solares
Os eclipses solares são classificados em categorias que descrevem a extensão do bloqueio da luz solar pela Lua:
- Parcial: Apenas uma porção do disco solar é coberta pela Lua, sem o bloqueio total da luz.
- Total: O satélite natural encobre completamente o Sol por um período, revelando a coroa solar, a parte mais externa da atmosfera da estrela. Este é um dos eventos mais impactantes.
- Anular: A Lua passa em frente ao Sol, mas não consegue cobri-lo por completo. Isso acontece porque o satélite está mais distante da Terra, parecendo menor no céu e formando um anel brilhante de luz solar ao seu redor.
- Híbrido: Uma modalidade mais rara que combina características de eclipse total e anular. Sua manifestação depende diretamente do local de observação na superfície terrestre.
Como o eclipse lunar se manifesta
Em contraste com o solar, o eclipse lunar acontece quando a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua. Nesse cenário, a sombra do nosso planeta é projetada sobre a Lua, que não emite luz própria. Consequentemente, o brilho lunar diminui à medida que o satélite entra na sombra terrestre. Dependendo da densidade da sombra e da luz solar que se difunde pela atmosfera da Terra, a Lua pode até adquirir tons avermelhados, um fenômeno conhecido como “Lua de Sangue”.
Categorias dos eclipses lunares
Os eclipses lunares também possuem classificações baseadas na interação da Lua com a sombra da Terra:
- Total: A Lua inteira atravessa a umbra, a parte mais escura da sombra da Terra. Mesmo assim, ela não desaparece por completo e muitas vezes exibe uma tonalidade avermelhada.
- Parcial: Somente uma porção da Lua entra na região mais escura da sombra terrestre, enquanto o restante permanece iluminado.
- Penumbral: O satélite apenas passa pela penumbra, a área mais externa e menos densa da sombra da Terra. A mudança no brilho lunar é sutil e pode ser difícil de ser notada a olho nu.
Esses alinhamentos cósmicos continuam a encantar observadores e cientistas, oferecendo vislumbres da complexa dança dos corpos celestes.

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