Ação judicial: Bap, presidente do Flamengo, exige retratação e R$ 40 mil de Pedrinho, do VascoPor Thiago Lemos
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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, iniciou uma ação judicial contra Pedrinho, presidente do Vasco, conforme reportado em 25 de agosto de 2026. Bap busca “indenização por dano moral” em resposta às críticas do dirigente vascaíno sobre a condição financeira e legal do clube rubro-negro. O caso está sob análise da 1ª Vara Cível da Regional de Bangu.
Conforme o processo, o documento judicial inclui reportagens em que Pedrinho imputou a Bap termos como “mau-caráter”, “arrogante”, “prepotente”, “soberbo”, “hipócrita” e “irresponsável”. As falas ocorreram em 19 de agosto, enquanto a delegação do Vasco embarcava para Assunção, no Paraguai.
“Vou falar da pessoa Bap. Zero instituição (Flamengo), tá? Estou falando do Bap especificamente. É mau-caráter, arrogante, prepotente, soberbo e hipócrita”, afirmou Pedrinho na ocasião.
Pedrinho justificou a qualificação de hipócrita para Bap alegando que o dirigente defendia a isonomia no futebol nacional ao tratar de outros clubes, mas mudava de postura quando os interesses do Flamengo estavam em questão.
“Hipócrita porque ele usa a frase: ‘Estou fazendo para o bem do Campeonato Brasileiro. É para o Campeonato Brasileiro ter uma isonomia, um processo legal’. Isso quando não diz respeito ao clube que ele representa”, disse o presidente do Vasco.
A equipe jurídica de Bap enfatiza no processo que Pedrinho direcionou seus ataques à pessoa física do dirigente, e não à instituição. Para corroborar o argumento, citaram o trecho “Zero instituição, tá? Estou falando do Bap especificamente”. A defesa também aponta que, até o registro da ação, não houve retratação pública por parte do réu.
O processo também detalha que as declarações proferidas por Pedrinho não se limitaram ao aeroporto. Em até 48 horas, as falas foram amplamente repercutidas, aparecendo em pelo menos 16 veículos de imprensa, incluindo portais esportivos de grande alcance, estações de rádio e televisão, além de jornais e plataformas digitais focadas em notícias gerais e especializadas.
A instauração do processo judicial contra o dirigente vascaíno veio a público em 25 de agosto de 2026, gerando ampla discussão.
Exigências e compensações solicitadas por Bap
Bap busca uma indenização por dano moral que totaliza, no mínimo, R$ 40.000,00 (quarenta mil reais). O valor, conforme o pedido, é considerado “proporcional à gravidade da conduta e adequado à dupla função, compensatória e pedagógica, da reparação por dano moral”, visando não apenas compensar o dano, mas também coibir futuras ocorrências.
Além da compensação financeira, foi solicitada a retratação pública de Pedrinho, a ser veiculada nos mesmos canais e com a mesma visibilidade das declarações originais. A defesa de Bap argumenta que essa medida é essencial para recompor, minimamente, o cenário atual. O processo também requer que as custas processuais e os honorários advocatícios sejam pagos pelo réu.







